Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 25/06/2019
A Contemporaneidade, aliada a um progresso tecnológico e a avanços na Medicina, proporcionou a ampliação do acesso à informação. Tal acesso, no entanto, não foi aproveitado para o conhecimento acerca dos métodos contraceptivos, visto que, no Brasil, são frequentes os casos de gravidez na adolescência. Cabe, diante dessa perspectiva, avaliar a falta de orientação das famílias e a insuficiente atuação de projetos educativos, visto que tal quadro só mudará quando esses dois aspectos forem resolvidos.
A gravidez precoce tem grande incidência no país. Segundo dados do Datasus (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde), a cada cinco crianças nascidas no Brasil, uma é filha de adolescente. Tal estatística relaciona-se, primeiramente, à ausência de diálogo entre as famílias devido ao receio dos pais em abordarem sobre o assunto, fazendo com que os adolescentes obtenham informações “soltas” e rejeitem a necessidade da contracepção.
É fundamental, ainda, mencionar a insuficiente propagação de campanhas educativas como impulsionadora do problema. Isso porque a gravidez na adolescência atinge principalmente as populações que vivem em condições de vulnerabilidade, com acesso restrito à Educação e à saúde pública. Ocasionam-se, como consequência da gestação precoce, efeitos na saúde das meninas, afetando o seu desenvolvimento psicossocial e aumenta-se o risco de contaminação por doenças sexualmente transmissíveis e de morte tanto materna quanto da criança.
São necessárias, portanto, medidas estratégicas para alterar esse cenário. É importante que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, invista, por meio de verbas governamentais, na promoção de campanhas sociais educativas, por profissionais médicos, que atinjam também as populações periféricas, voltadas ao conhecimento dos métodos de contracepção e como fazê-los, assim como as famílias devem conversar mais abertamente sobre o tema, abordando conselhos e experiências pessoais a fim de cessar a ocorrência da gravidez não intencionada na adolescência.