Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 14/07/2019

No documentário “Meninas grávidas”, produzido pela Cineluz, no ano de 2005, histórias como a de Maria Vitória são contadas. Grávida aos 13 anos, sua adolescência cedeu espaço aos deveres da vida adulta. Essa situação é realidade em diferentes regiões brasileiras e atinge o desenvolvimento social de jovens, o que caracteriza uma problemática a ser dissolvida.

Em primeiro plano, segundo o relatório da Organização Mundial da Saúde o Brasil tem 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas de 15 a 19 anos. Tal fato é consequência da ausência do Estado, principalmente em áreas mais pobres, no que se refere a oferta de uma boa escolaridade, com enfase nos problemas sociais, como a gravidez precoce. Paralelamente, de acordo com o educador e filósofo Paulo Freire, a educação é um instrumento para compreender e formar um indivíduo crítico. De fato, sendo a adolescência uma fase de transição em meio as descobertas, não estar munido do conhecimento torna os jovens susceptíveis a responsabilidades cujos não estão preparados.

Em consonância, estes pais necessitam atender as necessidades básicas da criança. Diante disso, o trabalho disponível e a Solidariedade horizontal- ajuda dos mais próximos, como oferecimento de fraudas e mantimentos- são indispensáveis. Por conseguinte, em detrimento dos empasses, na fase escolar este indivíduo retorna a mesma escola dos pais, está que falhou em quebrar a manutenção desse ciclo. Assim, o conceito de Reprodução Social, estudado pelo filósofo Bourdieu: o processo mediante o qual uma sociedade reproduz a sua própria estrutura; se enquadra nessa questão, enfatizando a necessidade de quebrar esse circulo.

Destarte, o Ministério do Desenvolvimento Social aliado ao Ministério da saúde, devem desenvolver um projeto interdisciplinar exposto em escolas, principalmente públicas de lugares carentes, por meio de profissionais, como ginecologistas e psicólogos, com os professores, a fim de alertar e tornar os adolescentes mais críticos. Dessa forma, a filha de Maria Vitória podera interromper o ciclo da gravidez precose.