Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 03/07/2019

Para o sociólogo Stewart Hawk, “o sujeito pós-moderno é moldado pelo seu entorno”. A conhecida frase permite entender o problema acerca da gravidez na adolescência no Brasil, o qual está em evidencia devido sua expansão no tecido social. Questão essa que tem origem na desinformação acerca da educação sexual, bem como no estado de vulnerabilidade social em que muitos jovens estão inseridos.

É incontestável que a gestação na puberdade encontre na falta de informação acerca da educação sexual, o seu principal fator. Na obra A Republica, o filosofo clássico Platão defende que o alicerce de uma sociedade correta e igualitária é a educação. Certamente essa teoria deveria ser seguida pelas escolas do Brasil, porque, a falta de debates acerca da prevenção adequada contra a gravidez precoce, cria um adolescente completamente alheio as consequências do ato sexual. Efeito esse que deve ser evitado na sociedade.

Da mesma forma, evidencia-se a situação de vulnerabilidade social, como também ampliador da problemática. Isso porque muitas jovens de baixa renda ou escolaridade, após engravidarem, perdem as perspectivas de futuro, o que pode ocasionar o abandono escolar por parte delas. Como já observou Pierre Bordieu, em sua teoria “Habitus”, toda a sociedade incorpora padrões sociais impostos, atitude essa que deve ser remediada, pois amplia a questão.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário ações para se resolver o problema da gravidez na adolescência no Brasil. Para que isso ocorra, as Escolas, devem fomentar debates acerca da educação sexual, por meio de palestras, com o objetivo de elucidar as formas de prevenção contra o sexo, garantindo assim a redução dos casos de gestação na juventude. Ademais, o Ministério do Desenvolvimento, pode realizar um maior auxilio as adolescentes de baixa renda, por intermédio de políticas públicas, a fim de oferecer perspectivas futuras as jovens gravidas, e consequentemente também aplacar a gestação precoce.