Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 27/06/2019

A gravidez na adolescência representa um desafio social no Brasil. Diante disso, é evidente que fatores marcantes, como a mínima educação sexual, ainda existente no século XXI, e a condição de vulnerabilidade social, estimulam a ocorrência dessa questão. Com isso, é perceptível a necessária tomada de providencias contra essas questões.

Deve-se pontuar, de início, que a instrução sexual tem sido falha no seio familiar, o que acarreta os elevados índices de gravidez na puberdade. De acordo com o filósofo Mario Cortella, as famílias confundem escolarização com educação, tornando esquecido que a escolarização é apenas uma parte da educação, essa que também é tarefa da família executar. Assim, fica claro que a responsabilidade passa a ser das instituições de ensino, haja vista que isso  ocasiona uma escassa preparação sexual, uma vez que os pais resistem a se pronunciar sobre o assunto com seus filhos, já que essa atitude cujo o motivo se deve ao fato de tal instrução ter sido negligenciada por seus antepassados, tornando-se um ciclo vicioso.

Além disso, é válido ressaltar que a desigualdade social corrobora também para a existência dessa problemática. Segundo a Organização Mundial da Saúde, as taxas de fertilidade entre adolescentes é maior em lugares com péssimas condições sociais, estimando-se que aproximadamente 75% dos casos de gravidez na adolescência provém dessas regiões. Isso decorre em consequência ao desamparo econômico que essas adolescentes se encontram, pois nem mesmo o auxilio governamental supre suas necessidades,por exemplo, a falta de contraceptivos nos postos de saúde publica, as quais somam com a falta de informação, uma vez que a escolaridade é deficitária, sendo o Estado o agente interventor desse impasse.

Portanto, nota-se a necessidade de tomada de medidas contra essas questões. Nessa perspectiva, a Família precisa dialogar mais sobre essa prática sexual com seus filhos, informando devidamente a necessidade de prevenção e os perigos que a falta dela pode ocasionar, a fim de torna-los orientados de quaisquer danos. Logo, o Estado- órgão que visa  a melhoria e ampara a sociedade- deve também cumprir com suas tarefas de promover gratuitamente todos os métodos contraceptivos, assim como é fundamental a necessidade de melhorar seu ensino publico, providenciando palestras mensais para corpo pedagógico, para ajuda-los a forma correta de informar seus alunos sobre tal prática. Dessa maneira, a gravidez na adolescência será evitada no Brasil.