Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 27/06/2019
Segundo o filósofo inglês John Locke, é dever do Estado garantir os direitos inalienáveis do cidadão, tais como a vida, a liberdade e a propriedade privada. Por conseguinte, é indubitável que o governo tem falhado no que se refere ao elevado índice de gravidez na adolescência no Brasil, visto que esse fato social interfere negativamente na vida de muitas pessoas, sendo um problema conspícuo na sociedade hodierna contrariando diretamente a premissa lockeana. Nessa perspectiva, é impreterível a necessidade de uma intervenção governamental com o fito de mitigar a incidência de gravidez precoce na comunidade, visando a melhorar a qualidade de vida das jovens brasileiras, ao mesmo tempo que garante a manutenção da saúde pública nacional.
A princípio, ressalta-se que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 7% das adolescentes brasileiras engravidam antes da idade adulta. Essa realidade é um reflexo direto da discrepância socioeconômica, desde que é perceptível que a maior concentração de gravidez precoce se encontra nas classes sociais menos favorecidas, demonstrando que a desigualdade social influencia exponencialmente nesse fato social. Além disso, a falta de informação é um forte agravante do problema supracitado, associado fortemente a ausência de educação sexual nas escolas e também em ambiente familiar, algo preocupante para a sociedade contemporânea. Outrossim, segundo a máxima socrática, o homem comete erros devido a sua própria ignorância. Desse modo, é compreensível que a desinformação sexual gera diversas consequências para a comunidade jovem, como o surgimento de doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez indesejada. Destarte, é imprescindível que a educação sexual seja discutida em ambiente educacional e familiar, a fim de evitar complicações desnecessárias em fases precoces da vida juvenil.
Infere-se, portanto, a premência de buscar soluções viáveis para essa problemática. Para isso, é de suma importância que o governo federal, em parceria com empresas privadas, busque criar um projeto de reeducação sexual, por meio da elaboração de palestras e aulas educativas em ambiente escolar, com o acompanhamento familiar, a fim de discutir temáticas como gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis, buscando informar os jovens brasileiros, a fim de minimizar a incidência desses problemas na sociedade. Ademais, embasado no pensamento do pedagogo Paulo Freire, a educação transforma o mundo, dessa forma, é inteligível que o Ministério da Educação deve promover uma campanha de conscientização sobre vida sexual precoce e contracepção, garantindo, assim, a qualidade de vida das comunidades carentes, destarte, resguardando dos direitos inalienáveis assegurados por Locke.