Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 27/06/2019
No filme “Juno”, é retratada a história de uma adolescente, de 16 anos, que engravida de seu amigo, em sua primeira e única relação sexual. Nesse sentido, a narrativa foca na trajetória da personagem, que decide abortar, mas ao chegar na clínica desiste, e passa a procurar, em jornais, casais que adotem o bebê, assim que ele nascer. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada por “Juno” pode ser relacionada ao Brasil atual: a falta de informações adequadas sobre a gravidez corrobora em diversas complicações físicas e psicológicas nos cidadãos infantojuvenis acometidos pela gestação indevida.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o parto, na adolescência, traz diversas complicações físicas e psicológicas tanto para a genitora, quanto para a criança. Na questão corporal, muitos órgãos, como útero, ainda não estão formados, assim como os ossos que compõem a bacia, tornando difícil a passagem do bebê no momento do nascimento. Consequentemente, segundo a organização não-governamental Save the Children, há maior chance de parto prematuro e o risco de mortalidade da mãe é aumentado nessa fase.
Ademais, a falta de informações referentes à prevenção adequada da gravidez, associada ao baixo número de campanhas eficazes na esfera da educação sexual, colaboram para o alto índice de gestações infantojuvenis. Nesse aspecto, o acesso ao planejamento familiar e à métodos anticoncepcionais não somente adia as concepções para a fase adulta, como também reduzir o risco de complicações para a mãe e para o filho. Para tanto, é preciso que sejam efetivadas medidas que diminuam a imaturidade comportamental dos jovens.
Por conseguinte, é imprescindível que o Ministério da Saúde, em parceria com empresas publicitárias, utilize os diferentes veículos de comunicação para divulgar informações sobre o que os adolescentes devem fazer para evitar a gestação precoce. Além disso, o Ministério da Educação, em parceria com a população, deve elaborar palestras e campanhas nas escolas e nos bairros, estimulando a educação sexual dos jovens e preparando-os, de maneira apropriada, para o processo de gravidez, caso este ocorra. Dessa forma, ao efetivar tais medidas, será reduzido, cada vez mais, o índice de gravidez infantojuvenil no país.