Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 28/06/2019

Biologicamente, a gravidez pode ser determinada como o período que se inicia da concepção ao nascimento de um indivíduo. Nomeia-se gravidez na adolescência a gestação que acontece entre os 10 e 20 anos de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Sem dúvidas, essa estigma social é presente no Brasil, uma vez que o país apresenta, acima da média mundial, a taxa de fecundidade. Desse modo, deve-se analisar a falta de informação a cerca da educação junto das condições de vulnerabilidade social da população jovem.

Indubitavelmente, a desinformação sobre educação sexual é o principal fator de gravidez precoce, tendo em vista a derivação de uma crença equivocada, das escolas -além das próprias famílias- de que ensinar os adolescentes sobre prevenção sexual pode encorajá-los a iniciar uma vida sexual consciente.

Segundo Pierre Bourdieu, em sua teoria “Habitus”, toda sociedade incorpora os padrões sociais impostos e os reproduzem ao longo das gerações. Certamente, a atuação do cristianismo na colonização determinou a exaltação da pureza não só sexual; sendo assim, a sociedade brasileira incorporou essa imposição neutralizando um enorme tabu a respeito do sexo. Isso é inegável, à medida que cerca de 700.000 de garotas com idade inferior a 19 anos engravidaram em 2014, apenas em São Paulo, segundo o site Acidadeon.

Por último, para que se diminua os casos de gravidez nessa faixa etária, é preciso que o Ministério da Educação, através do Fundo Nacional de desenvolvimento da educação, crie projetos de prevenção à gravidez no qual se resume a adição da matéria sobre educação sexual na grade curricular, além dos meios virtuais para que a família junto aos alunos tenham direito de opinar e dar propostas para tais aulas, com o intuito de envolver toda comunidade no combate à problemática.