Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 28/06/2019

As “Rosie´s” na sociedade brasileira

O filme norte americano “O que esperar quando você estiver esperando”, retrata uma de suas protagonistas, Rosie, como uma adolescente que engravida muito nova e enfrenta diversas dificuldades no caminho. De maneira análoga, é evidente que a temática fictícia sobre gestação se encontra presente na realidade brasileira. Dessa forma, é necessário debater as consequências da gravidez na adolescência e a falta de educação sexual fornecida aos jovens.

Dado o exposto, é válido ressaltar que ao passar por uma gestação muito cedo, a garota passa por inúmeros problemas sociais. Parafraseando Pablo Neruda – Poeta chileno – o ser humano é prisioneiro das consequências de seus atos. De fato, a menina grávida enfrenta problemas de aceitação ao contar para a família e colegas sobre o bebê que espera. Além disso, essa falta de apoio e ajuda ao seu redor, podem gerar um estresse psicológico que resulta em transtornos psíquicos como por exemplo a depressão. Ademais, segundo pesquisa realizada pelo G1 e divulgada na íntegra o corpo de uma jovem não está totalmente pronto para conceber uma vida, o que acarreta a mortalidade materna entre as mamães de 15 a 24 anos na américa latina.

Outrossim, cabe destacar que a falta de educação, informação e aconselhamento sobre o tema nas escolas, contribuí para que os adolescentes façam mais sexo desprevenido, o que auxilia nos acréscimos em relação as taxas de gestação precoce e nas doenças sexualmente transmissíveis. Segundo pesquisa realizada pelo INE – Instituto Nacional de Estatística – divulgada pelo jornal VEJA, o continente europeu, onde todos os países transformaram educação sexual obrigatória na grade estudantil dos jovens, revela uma média que mais de metade da população europeia engravida a cima dos 30 anos contra uma média de 31,8% de gravidez nessa idade na realidade brasileira.

Dessa forma, é perceptível que é necessário que haja medidas que amenizem essa problemática cotidiana. Em suma, é primordial que o Ministério da Educação junto ao Ministério da saúde promova palestras e atividades pedagógicas em postos de saúde e em unidades estudantis de ensino médio sobre a educação sexual, a importância do uso de preservativos e as consequências de uma gravidez tão precoce. Além disso, faz se mister a necessidade de unir a escola junto aos pais das alunas grávidas para que ambos tenham diálogos para acolhe-las e fornecer ajuda quanto aos cuidados com a gestação. Dessa forma, faremos com que as “Rosies” não surjam gradativamente no cenário social atual.