Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 07/07/2019
A crise da adolescência
Ao analisar o ambiente escolar, vê-se que está se tornando gradualmente mais natural encontrar adolescentes grávidas sem ao menos terem completado o ensino fundamental. Em outros termos, a gravidez na adolescência está tão em evidência que é fácil presenciar inúmeras meninas que se vêem obrigadas a trocar a escola pelas responsabilidades de ser mãe. Com efeito, evidencia-se a necessidade de haver intervenções para resolver a questão.
Em uma primeira instância, cabe abordar que por conta do conteúdo ligado a sexualidade se mostrar fortemente como um tabu, ocasiona em uma maior dificuldade de implementação da educação sexual nas escolas. Dado uma pesquisa realizada pelo jornal O Globo, cerca de 33% da população brasileira admite que nunca teve acesso ao ensino sexual na esfera escolar. Logo, gera em adolescentes que sem conhecimento se colocam em risco de contraírem doenças ou até mesmo de engravidarem.
Ademais, a desigualdade social prejudica de modo demasiado a vida dessas gestantes. Pois, por se encontrarem em regiões do Brasil não desenvolvidas economicamente acabam sendo as que mais possuem filhos cedo. Segundo, o IBGE, a média de adolescentes grávidas que moram no Nordeste chega a 35%, e as que se declaram pardas ou negras alcança cerca de 69%. Portanto, um número bem alarmante devido uma precária realidade de diversas meninas.
Entende-se, diante do exposto a real necessidade de que seja fomentado o ensino sexual nas escolas. Nesse sentido, é possível observar que a lei precisa de alterações, de modo que o poder Legislativo crie leis que levem a obrigatoriedade de aulas de sexualidade nas escolas, logo visando em adolescentes mais conscientes. Outrossim, o Estado deve elaborar, a partir dos impostos, palestras para as regiões mais distantes , a fim de que possam conhecer mais sobre os males de se engravidar cedo. Assim, permite que esses jovens tenham uma melhor expectativa de futuro.