Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 29/06/2019

A gravidez pode ser determinada pelo período de concepção ao nascimento de um indivíduo. Nomeia-se gravidez na adolescência, a gestação que ocorre entre, aproximadamente, os 12 e os 19 anos de idade, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. No panorama brasileiro, essa realidade se faz presente, uma vez que os níveis alusivos à gravidez na adolescência ultrapassam os índices da América Latina. Logo, é necessário analisar a falta de informação referente a educação sexual , e ao estado de vulnerabilidade social a qual diversos jovens brasileiros estão inseridos.

Inquestionavelmente, a desinformação acerca da educação sexual é um agravante da gravidez precoce, tendo em vista a crença oriunda do ambiente familiar de que instruir os jovens com o fenecimento de prevenir gestações na adolescência pode encorajá-los a ser tornar sexualmente ativos. Outrossim, a aplicação de práticas de cunho religioso, provenientes da colonização, coatou a exaltação da pureza sexual, o que foi introduzido e naturalizado na sociedade brasileira, tornando a questão sexual um tabu. Evidenciada nos 574 mil casos de adolescentes brasileiras grávidas no ano de 2015, segundo o Ministério da Saúde.

É correto afirmar que o Brasil, como sendo um dos 10 países que integram o ranking de maiores economias mundiais, possui um déficit social ocasionado pela desigualdade. Apesar de ocorrer em diferentes grupos, os estudos demonstram que a gravidez na adolescência está relacionada a baixa renda, deficit de escolaridade e poucas perspectivas intelectuais, sociais e profissionais. Desse modo, o Estado brasileiro falha em promover igualdade, como previsto na Constituição Federal. Consequentemente, a omissão e negligência, resulta em jovens em estado de vulnerabilidade social, a medida em que eles não têm uma educação de qualidade, que os impossibilita e os afasta do mercado de trabalho.

Dado o exposto, para que os casos concernentes à gravidez na adolescência  diminuam, é preciso que o Ministério da Educação, através do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, inicie um projeto que visa prevenir a gravidez precoce por meio de oficinas de educação sexual integradas a grade curricular, além de um fórum para que membros da comunidade escolar tenham o direito a participar e opinar sobre os assuntos abordados nas oficinas. Ademais, é necessário que o Governo Federal impulsione programas sociais, como o Bolsa Família, com o intuito de propiciar a inserção dos jovens vulnerabilizados para que amplifiquem suas oportunidades sociais, previstas na Constituição, como educação e igualdade.