Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/07/2019
Na obra literária “Cem anos de solidão”, do escritor Gabriel García Márquez, é retratada a gravidez da personagem Remédios, que, por ser muito nova, faleceu durante o parto. Fora da ficção, é fato que a gestação precoce é um problema que necessita de solução, uma vez que ameaça o bem-estar e a vida da mulher. Assim, é fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
A priori, um dos fatores contribuintes para a persistência da problemática é a falta de informação. Sob tal ótica, é correto afirmar que a discussão sobre o uso de contraceptivos em ambientes familiares e escolares ainda não são eficazes. Dessa forma, os menores ficam sujeitos a esse impasse com mais facilidade, visto que não têm instrução sobre como evitar o quadro atual, tornando-se, assim, passíveis à tal infortúnio.
Paralelamente, as consequências socioeconômicas do empecilho supracitado são relevantes para a discussão do assunto. Desse modo, cabe ressaltar o abandono dos estudos e, por conseguinte, a dificuldade de se encaixar no mercado de trabalho. Acerca disso, é pertinente trazer estudos que comprovam os argumentos citados acima: Segundo a Pnad, de 5,2 milhões de meninas entre 15 e 17 anos, 414.105 tinham pelo menos um filho. Neste grupo, apenas 104.731 estudam, as outras 309.374 estão fora da escola, e apenas um pequeno grupo só trabalha (52.062).
Em suma, é imperioso a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, concerne ao Estado mediante o Ministério da Educação a criação de um plano educacional que assegure a prevenção da gravidez na adolescência. Tal projeto deve ser instrumentalizado na oferta de palestras informativas ministradas por profissionais capacitados, que ofereça o conhecimento de educação sexual aos jovens. Dessa maneira, o Brasil poderá garantir um futuro mais promissor aos adolescentes, e o destino de muitas mulheres não terminará como o de Remédios.