Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 07/07/2019
Jovens, infância, relações precoces, filhos, obrigações. Ocasião ainda comum aos jovens brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gravidez na adolescência acomete 69,4 em cada mil meninas no brasil. Tal cenário revela um grande problema nos escopos socioeconômicos e educacionais da sociedade. Nesse sentido, a pobreza, a falta de diálogo familiar e a inexistência de uma educação sexual satisfatória são os principais “vilões” desse nefasto problema.
Em primeiro lugar, a ocorrência de gravidez precoce é notavelmente maior em grupos de vulnerabilidade social. De acordo com o Fundo de População da Nações Unidas (UNFPA) esse problema, em grande parte, é fruto de iniquidade. Por isso é válido constatar, por exemplo, a falta de acesso aos métodos contraceptivos, a instrução defasada acerca dessas ferramentas e a própria perspectiva de mundo que a jovem recebe como imposição pela sociedade como fatores da juventude pobre brasileira que contribuem para a problemática.
Por conseguinte, a perspectiva de mundo limitada pelo entorno da menina perpetua o fenômeno da gravidez na adolescência no mesmo escopo social. O perfil de uma grávida precoce é de alguém, na maioria das vezes, sem estrutura familiar, sem escolaridade de qualidade e sem instrução no que concerne a educação sexual, cenário que implica em filhas de mães precoces cometendo os mesmos erros de suas genitoras. Dessa maneira toda essa falta de informação e expertise tanto da família quando da própria escola que essa candidata à futura mãe frequenta só contribuem para que ela sucumba a esse mal de saúde pública.
A gravidez na adolescência, portanto, é resultado da falta de manejo dos pais e escola na educação sexual dos jovens com agravante nos grupos de vulnerabilidade social, principalmente a população pobre. Logo, no intuito de atenuar a problemática, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde deve formular uma equipe de especialistas médicos, psicólogos e sociólogos para construir uma cartilha de ensino para a educação sexual do jovem brasileiro. Essa base informacional, posteriormente, deve ser utilizada pelos professores do ensino médio para munir seus estudantes de informação, preparando-os para a realidade e sepultando a inconcebível falta de diálogo vigente