Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 08/07/2019

Na conjuntura contemporânea, o Brasil ainda possui elevados índices de gravidezes na adolescência, que, segundo a Organização Mundial da Saúde, são aquelas que ocorrem entre os 10 e 20 anos de idade. É notório que a gestação precoce ocasiona diversos riscos às mães e aos bebês, uma vez que a adolescente não está preparada psicologicamente e fisicamente para uma gravidez. Outros fatores que contribuem para a situação, são a falta de informação acerca da educação sexual, a escassez de recursos e o contexto no qual vivem, caracterizando um grave problema social que deve ser solucionado.

Em primeiro plano, verifica-se que a desinformação, a falta de apoio e acompanhamento da gestação, a vulnerabilidade social das jovens e até mesmo o conhecimento de métodos contraceptivos que são utilizados de forma errada, são elementos que sustentam o problema. Um processo que evidenciou-se com as altas taxas de adolescentes grávidas e que por conseguinte são alvos de vários riscos sociais, econômicos e de saúde. Sob esse viés, dados divulgados pelo Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), afirmam que, no ano de 2016, dos 3 milhões de nascidos, 480 mil eram filhos de mães entre 15 e 19 anos, salientando, assim, os números altos de jovens grávidas que podem ter problemas.

Concomitante a isso, pode-se relembrar do filme Juno, uma obra que retrata uma jovem de 16 anos que enfrenta uma gravidez não desejada, que se desespera e tenta absorver toda aquela nova realidade, como lidaria com a gestação e a maternidade, ficando confusa diante da situação. O filme mostra um cenário bastante comum na vida de adolescentes brasileiras, principalmente as com pouca perspectiva de futuro, de baixa renda e escolaridade, fatores que contribuem no aumento dos riscos que podem sofrer, como aborto natural e nascimento prematuro do bebê, por ainda estarem em desenvolvimento e não terem acompanhamento médico, evasão escolar por precisar cuidar do filho, aumentando o risco de desemprego e ocasionando a perpetuação da pobreza, entre outros problemas.

Diante dessa problemática, fica claro que a gravidez precoce é um problema social que deve ser resolvido. Desse modo, o Ministério da Saúde junto ao da Educação devem inserir aulas de educação sexual nas escolas, realizar projetos e palestras sobre a prevenção da gravidez na adolescência, para que os jovens obtenham mais conhecimento dos métodos contraceptivos e das consequências negativas que a gravidez traz às adolescentes, também devem aumentar a assistência médica e a distribuição de contraceptivos nos postos de saúde, a fim de que as jovens consigam um melhor tratamento e acompanhamento durante a gestação e se previnam de forma eficiente, diminuindo, então, os índices de gravidezes precoces.