Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/07/2019
No livro“Cem anos de solidão”,do escritor Gabriel Garcia Marques,retrata a personagem Remedios,que se casa com Aureliano ainda muito jovem e morre devido a uma gravidez precoce e de risco.Fora da literatura,o Instituto de Pesquisa e Estatística Aplicada(IPEA),revela que 1 em cada 5 crianças possuem mãe com idade entre 10 e 19 anos,o que demonstra quão altas são as taxas de adolescentes como Remedios. Decerto,essa mazela social é presente no Brasil, e compete analisar o contexto familiar,que tange a educação ofertada e o entrave histórico-cultural que coíbe a discussão sobre sexualidade,fatores que contribuem para as altas taxas de gravidez. A princípio,com o advento da indústria e a modificação social,as famílias perdem parte do tempo que antes era destinado ao núcleo familiar com outros assuntos,como consequência a educação moral sofre falhas irreversíveis,resultando no aumento do número de gestações na adolescência.Dessa forma,à constante terceirização da educação dos filhos,não ensina que a vida sexual exige responsabilidades,e que a falta destas traz prejuízos,o que remete o aumento de jovens que adquirem informação sobre sexo na prática,expondo-se a doenças sexualmente transmissíveis. Ademais,a influência histórica que a igreja tem sobre a sociedade,incluso o tema sexo, faz com que o assunto seja pouco debatido na esfera social.Por conseguinte, a falta de diálogos acaba retendo informações que deveriam ser compartilhadas com os adolescentes, que têm iniciado cada vez mais cedo à vida sexual e que são vítimas da própria ignorância.Entretanto,quando há iniciativas de promover a educação sexual em escolas,justamente por considerar que a família não tem feito o seu papel nessa área,os educadores são alvos de sanções sociais e de órgãos administrativos que não respeitam a laicidade do Estado.Outrossim,o ser humano fruto da educação,como o princípio Kantiano afirma,na falta de instrução sexual condiciona no aumento do número de adolescentes grávidas. Portanto,é por meio da educação que a gravidez precoce será combatida,destarte,cabe ao MEC à promoção de palestras com especialistas em sexualidade juvenil, em escolas de nível médio e de debates que instruem a família sobre a importância da responsabilidade sexual,para que os conhecimentos necessários para um possível início da vida sexual sejam ofertados aos jovens e o tabu social sobre sexualidade possa ser quebrado.Além disso,o Ministério da Saúde deve realizar campanhas de divulgação dos métodos anticonceptivos que são ofertados nas redes públicas de saúde e abrir um canal,por meio,da internet que informe aos jovens sobre a prevenção de DSTs e sobre o uso correto de preservativos,para que qualquer dúvida relacionada à vida sexual possa ser sanada e os adolescentes estejam conscientizados e aptos para essa fase. Logo,gestações precoces poderão ser amenizadas e as novas gerações conscientizadas sobre uma gravidez planejada.