Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 10/07/2019

No contexto social brasileiro, a gravidez na adolescência está inserido num campo analítico mais amplo: a sexualidade, gênero e juventude. Esta mazela social é presente no Brasil, uma vez que o país apresenta a taxa de fecundidade adolescente acima da média mundial. Desse modo, é inevitável a discussão acerca das causas da gravidez indesejada, as quais se devem à vulnerabilidade social e pela omissão da família.

A priori, cabe pontuar que a gravidez na adolescência não só traz prejuízos à saúde, mas também sociais. Um indivíduo que engravida na adolescência corre riscos de conceber uma criança que possua uma saúde enfraquecida, de debilitar-se e até de morte. Essa afirmação é confirmada pela diretora da OPAS(Organização Pan-americana da Saúde) e destaca o perigo da prenhez antes dos 18 anos. Ademais, no que tange aos danos sociais, é possível afirmar que por ter pouca experiência na vida, grande parte das garotas menores de idade não estão preparadas emocionalmente e psicologicamente para ser mãe. Se não bastasse isso, a gestação nesse momento está diretamente relacionada a evasão escolar e a menor inserção no mercado de trabalho.

Outrossim, a estatística do ciclo da pobreza tendem a não diminuir frente a essa realidade, posto que se trata de uma questão cultural passada de pais para filhos. De tal maneira que afeta o pleno potencial do jovem, visto que ao por largarem prematuramente a escola, não possuem mecanismo de ascensão a universidade.Assim gerando defasagem no sistema econômico do próprio país, que necessitam de cada vez mais de creches e empregos. Ademais,pesquisa da OMS aponta que o Brasil possui gravidez adolescente acima da média latino-americana.

Portanto, visto que a gravidez na adolescência é algo recorrente na sociedade brasileira, são necessárias medidas para amenizar esse impasse. Assim, é preciso que os governos estaduais promovam ações em parceria com o Ministério da Saúde (MS). Estes, devem fazer visitas residenciais a adolescentes, de maneira a fornecer todas as informações necessárias através das cartilhas do MS, como também o fornecimento de métodos contraceptivos mensais. Ademais, é preciso que o MS vincule na televisão, a importância do diálogo dos pais sobre esse tema e, ainda, o MEC deve implantar palestras semestrais sobre educação sexual nas escolas. Desse modo, será possível alertar as adolescentes sobre os enfrentamentos de uma gravidez precoce e reduzir os índices dessa problemática.