Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 07/07/2019

Gravidez na adolescência é definida como toda gestação que ocorre entre quinze a vinte anos, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). Apesar de ser um fato extrema decorrência no Brasil, o assunto é negligenciado, o que agrava a situação. O número aumenta cada vez mais devido o desconhecimento dos jovens sobre o assunto, o que cabe à família e ao órgão escolar informar-los, mas os mesmos preferem ocultar qualquer informação.

Biologicamente, a gravidez é definida como o período que vai da concepção ao nascimento do indivíduo. Acontecimento considerado normal e muito desejado por boa parte das mulheres. Entretanto, quando a mãe está abaixo da faixa etária adulta, que é vinte e um anos, causa preocupações, pois as mesmas não têm muitas vezes uma formação psicológica e corpórea, o que pode provocar vários problemas, como complicações no parto, podendo levar à morte de ambos, ou resultar em uma saúde frágil dos dois. É o que o filme “Juno” mostra, ele relata as dificuldades enfrentadas pela garota ao se tornar mãe precocemente. Com o aumento de garotas brasileiras que ficaram grávidas, que é de sessenta e oito a cada mil, dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), acaba gerando também problemas sócios-econômicos, como a pobreza, já que as meninas não trabalham, apenas estudam. Muitas na maioria dos casos acabam evadindo-se da escola. Segundo o levantamento do Movimento Todos pela Educação, com base na Pesquisa nacional por amostra de domicílios (Pnad), trezentas e nove meninas de 15 a 17 anos estão fora da escola.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Ministério da Educação através do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação crie um plano de prevenção de gravidez, implantando na grade curricular das escolas a educação sexual, onde será informado tudo que os adolescentes precisam saber sobre o assunto. Ademais, a família deve cumprir seu papel, deixando de lado um pensamento ultrapassado e passe a dialogar mais com os filhos. Assim, com o conjunto dessas iniciativas, será possível amenizar o quantitativo dessa problemática ainda muito persistente no Brasil.