Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 05/07/2019
O filme “Juno” retrata as inúmeras dificuldades vividas por uma adolescente de 16 anos ao descobrir uma gravidez indesejada. Fora da ficção, no Brasil, os riscos e as taxas de gestantes na adolescência crescem continuamente, motivadas não só pela carência da educação sexual nas escolas e nos lares, como também pela precariedade do atendimento especial para essas jovens.
Primordialmente, é necessário analisar os dados obtidos pelo portal G1 de Informações, o qual revela que a cada 1.000 mulheres grávidas, 69 delas têm entre 15 e 19 anos. Essas jovens, segundo a lei do Estatuto da Criança e do Adolescente, têm o direito de acesso à educação de qualidade, o que inclui também aulas de educação sexual. Entretanto, esse é um tema tabu no ambiente escolar e nos lares, devido ao medo e à vergonha dos responsáveis. Esse desconhecimento contribui para dúvidas sobre contracepção de emergência e o uso de métodos contraceptivos, o que eleva as chances de gravidez.
Ademais, segundo registros da Folha Uol, cerca de 30% de jovens gestantes do país desenvolvem problemas durante e após a gestação, como a ruptura do colo uterino e a depressão pós-parto - devido a jovialidade e as alterações no hormonais e do cotidiano. Isso ocorre por consequência da negligência dos Sistemas de Saúde dos municípios que não oferecem atendimentos especiais com acompanhamento terapêutico e exames frequentes para averiguar as condições das gestantes.
Portanto, é mister que providências sejam tomadas para solucionar essas questões. Para que os jovens tenham amplo conhecimento sexual sobre, por exemplo, o uso dos métodos contraceptivos e as dificuldades da gravidez nessa fase, urge que as Secretarias Municipais de Saúde conscientizem os jovens, por meio de palestras ministradas por agentes de saúde e mulheres que engravidaram na adolescência, o que busca elaborar programas de prevenção à gestação precoce. Adicionalmente, cabe às prefeituras providenciar melhores atendimentos à essas mulheres, com acompanhamento de psicoterapeutas e exames regulares da futura mãe, a fim de garantir a sua saúde. Desse modo, observar-se-ia uma maior proteção dos adolescentes, além de evitar conflitos e frustrações como da jovem Juno.