Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 10/07/2019

Juventude plena

Gerar uma nova vida em seu ventre é uma dádiva preciosa que toda mulher recebe. Entretanto, a beleza de ser mãe pode perder o vigor quando a gravidez não esperada acontece, como no caso das adolescentes que veem-se imersas em diversas complicações. Sendo assim, faz-se necessário uma análise acerca de razões e efeitos dessa situação no Brasil a fim de atenuá-la.

Em primeira instância, percebe-se uma íntima relação entre gravidez precoce e o nível de desenvolvimento de um país. Nesse sentido, a Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que a taxa de nascimentos a cada mil jovens entre 15 a 19 anos é de, aproximadamente, 11 para o Canadá e 68 para o Brasil. A partir desse exemplo é possível inferir que a desigualdade social presente nos países de menor Índice de Desenvolvimento Humano abrange também o acesso às informações sobre prevenção e aos próprios métodos contraceptivos. Por isso, é imprescindível a adoção de políticas públicas voltadas à promoção dos direitos sexuais e reprodutivos da mulher no que tange à garantia de escolhas livres, porém responsáveis.

Ademais, consequências profundas e irreversíveis podem emergir de uma gestação após a infância recente. Sob esse viés, é preciso ressaltar que o organismo feminino ainda não está completamente preparado para receber e fomentar o embrião, o que potencializa riscos de malformação fetal e de morte para mãe e bebê. Também é válido destacar que a pouca experiência de vida não fornece o apoio psicológico e instrucional necessários a uma responsabilidade que exige tanta dedicação, equilíbrio e maturidade. Dessa forma, uma fase que deveria ser permeada de sonhos, projetos, formação escolar e profissional termina interrompida por um ato impulsivo e de resultados arriscados.

Portanto, urgem medidas mais eficazes no combate à gravidez precoce de modo a oferecer à juventude liberdade com segurança. Para isso, o Ministério da Educação precisa incluir nos currículos escolares aulas de educação sexual por meio de palestras e seminários a fim de que os jovens tenham sólido conhecimento sobre contracepção e os desdobramentos de uma gestação indesejada. Além disso, o Ministério da Saúde deve promover campanhas a partir da distribuição de folhetos e propagandas com informações de como e onde obter preservativos. Assim, será viável reduzir os índices de mães adolescentes e impedir o sufocamento da juventude plena e segura.