Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 15/07/2019
No romance, A mentira de Nelson Rodrigues, uma jovem que acabara de completar seus quinze anos, aparece, supostamente, grávida alterando assim, todo o cenário familiar. Analogamente à literatura, muitas garotas iniciam um gestação indesejada precocemente, inserindo-as em uma realidade, muitas vezes, restrita socialmente e defasada academicamente. Dessa forma, torna-se evidente a ineficácia das políticas preventivas à gravidez, acrescido pela ausência de educação sexual direcionada aos jovens.
Em primeiro plano, nota-se que os índices de gestações na adolescência vêm sendo elevados nos últimos anos, assim, é preciso ir em busca das causas desse revés. Logo, de maneira mais explícita, emerge o deficit governamental preventivo. De acordo com o Ministério da Saúde, a cada ano mais de 500 mil meninas, com idades entre 10 e 19 anos, têm filhos no Brasil, apesar dos dados alarmantes do governo, pouco é feito para mitigar esta situação, pois as poucas ações públicas de assistências e de publicidades preventivas não dispõem de um alcance e conteúdos eficientes para atingir regiões afastadas como é no norte do Estado onde tem os maiores índices de gestação precoce.
Como segunda constatação, vê-se que tais taxas são agravadas pela falta de educação sexual no nível escolar, impactando negativamente na problemática em discussão. Isso acontece devido aos tabu associado às relações sexuais, pois estigmas conservadores impedem a explanação dessa temática no meio escolar e familiar, essa falta de informação leva os jovens a possíveis doenças ou a gravidez, visto que a contracepção é dada de diversas formar, porem nem todas são conhecidas pelos jovens. Nesse viés, esses fatores atuam em um fluxo continuo que fomentam uma problemática social cada vez maior.
Nessa conjuntura portanto, com o objetivo de mitigar esta situação, o Ministério da Educação através de pedagogos deverá implantar projetos com palestras, encenações teatrais e atividades temáticas ministradas por médicos, atores e biólogos a fim de evidenciar as formas de contracepção e as possíveis consequências de uma gestação da vida dos jovens. Assim como, também, o Ministério da Saúde deverá complementar as campanhas institucionais nas mídias sociais, direcionada ao público de 10 a 19 anos, viabilizando conteúdos que mostrem a importância da prevenção e onde poder ser encontrada, para assim diminuir os índices de gravidez na adolescência no Brasil.