Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 03/07/2019
Biologicamente a gravidez pode ser definida como o período que vai da concepção ao nascimento de um indivíduo. Denomina-se gravidez na adolescência a gestação ocorrida em jovens entre 10 a 20 anos, que encontram-se, portanto, em pleno desenvolvimento dessa fase da vida. Destarte, essa mazela social é presente no cenário brasileiro, uma vez que fatores como vulnerabilidade social e negligência no âmbito familiar contribuem para a maximização da gravidez precoce.
Em primeiro plano, no que tange a gestação adiantada observa-se que pode ser agravado pelo início mais precoce da fase fértil. Paralela a essa lógica, o normal é que o primeiro ciclo menstrual ocorra entre 10 a 14 anos, quando o hipotálamo libera um hormônio que estimula os ovários a produzirem estrogênio, visto que existe uma relação intrínseca entre o ciclo precoce e o desenvolvimento do sentimento sexual. Segundo a especialista em hebiatria Denise Ocampos, estudos mostram que uma gravidez que ocorre nos dois anos seguintes após a primeira menstruação oferece mais risco para mãe e bebê, pois o organismo da menina ainda está se adaptando às mudanças hormonais e ao crescimento dos órgãos.
Concomitantemente, a informação acerca da educação sexual é de suma importância para o conhecimento de mecanismos de proteção. Entretanto, a realidade que decorre o cenário de uma grande parte da população demonstra uma ausência de diálogo familiar e no espaço escolar que devido as práticas tradicionais não são repassadas por cogitarem que o ensinamento pode influenciar o encorajamento da experiência sexual. Segundo Pierre Bourdieu, em sua teoria “Habitus”, toda sociedade incorpora os padrões sociais impostos e os reproduzem ao longo das gerações. Certamente, com o avanço da tecnologia, mecanismos de defesas contra a gravidez não planejada foram instituídas no mercado, visto que uma parcela dos jovens não possui a consciência da prevenção da gravidez com o uso de preservativos, além de abjugar uma doença sexualmente transmissível.
Infere-se, portanto, como imprescindível uma necessidade de impactos diretos em planos sociais sobre a disseminação de recursos para evitar uma gravidez indesejada. Logo, o Ministério da Saúde com o apoio das Instituições Escolares e os meios midiáticos devem promover, respectivamente, uma campanha de cunho educativo e social acerca dos métodos de prevenção contra a fecundação e proteção das DST’s, com o intuito de estimular um conhecimento nos jovens para minimizar os índices de gestação. Esses esforços poderão ser realizados por meio de palestras no cenário escolar com psicopedagogos apropriados e comerciais midiáticos sobre as consequências que a desinformação pode desencadear. Assim sendo, poder-se-á realizar uma sociedade mais propícia e direcionada.