Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 04/07/2019

Gravidez na adolescência: é necessário falar sobre essa questão

Malhação, novela produzida e veiculada pela Rede Globo, corriqueiramente aborda aspectos da vida em sociedade tratados como tabu. Nesse sentido, a temporada de 2017 – Viva a diferença – como a de 2019 – Toda forma de amar – retratam histórias de mulheres que engravidaram na adolescência. Fora da ficção não é difícil encontrar casos como estes.

Em primeiro plano, é importante destacar que, a falta de informação em conjunto com a curiosidade do adolescente é, de modo geral, determinante para a grande quantidade de casos de gravidez na adolescência. Isso porque, os indivíduos em questão procuram sanar a curiosidade com o consumo de pornografia ou com a própria prática sexual. Concomitante a isso, há uma discussão sobre a abordagem do assunto nas escolas brasileiras, uma vez que, opiniões embasadas em concepções errôneas afirmam que tal ação pode influenciar a pessoa ao ato sexual. Desta forma, muitas escolas não falam sobre métodos contraceptivos com seus alunos, deixando-os mais uma vez sem a informação necessária.

Ademais, é válido lembrar que o corpo da adolescente não está preparado para gerar um bebê, o que pode levar a dificuldades na gravidez ou problemas de saúde à mãe e à criança, dados de 2014 do site “Nações Unidas” mostram que, em média, 1,9 mil adolescentes morreram na região das Américas em decorrência de problemas de saúde durante a gravidez, parto e pós-parto. Dados de março de 2018, também do site “Nações Unidas” revelam que, no Brasil, a taxa de gravidez de adolescentes na faixa dos 15 aos 19 anos é maior que a mundial, 68,4 contra 46 a cada mil meninas, respectivamente. Esses números comprovam a falta de informação e comunicação sobre o tema.

Portanto, é urgente que o Estado tome providencia no relativo ao quadro atual; Para que a informação seja passada para os adolescentes, é fundamental que o Ministério da Saúde em parceria com escolas, públicas e privadas, como também as famílias e meios de comunicação, criem campanhas informativas, por meio de rodas de conversa e abordagem do assunto em obras que sejam interessantes à faixa etária, a fim de abrir caminhos para essa discussão. Somente assim, haverá a diminuição dos casos de gravidez na adolescência, como também das complicações de saúde trazidas pela mesma.