Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 08/07/2019

No Brasil hordieno, os desafios em torno da gravidez na adolescência revelam-se como uma problemática de caráter social. A evidência disso está, sobretudo, na influência do âmbito familiar na formação do jovem, bem como na ausência de uma educação mais expansiva, que ofereça orientações sobre relações sexuais e métodos contraceptivos. Dessa forma, se fazem necessárias discussões sobre  formas para a resolução do impasse.

Em verdade, infere-se que a instituição familiar é fundamental na formação do comportamento dos indivíduos. Com isso, as questões relacionadas à falta de diálogo positivo diante de uma formação moralista, o afastamento dos membros, à desestruturação familiar, somado à banalização da sexualidade, favorecem à incidência de jovens que são mães precocemente. Colabora para essa visão a teoria da Tábula Rasa do filósofo John Locke, o qual afirma que a vida é como uma folha em branco preenchida por experiências e influências. Dessa maneira, é importante ressaltar a necessidade de mais ações para solucionar tal problema.

Paralelamente, é importante destacar o papel da educação no combate a essa temática, já que, assim como preconizado pelo educador Anísio Teixeira, a escola é responsável também pela construção de atitudes. Sob essa ótica, a atuação das escolas na instrução de adolescentes sobre prevenção sexual se faz imprescindível no enfrentamento dos desafios da gravidez precoce que, por sua vez, além de afetar jovens de camadas sociais mais baixas, impossibilita uma perspectiva diante do desenvolvimento profissional. Tal fato é exemplificado por dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, o qual declaram que 83% das adolescentes que são mães não estudam e nem trabalham.

Com efeito, torna-se evidente a necessidade de superar o problema. Para tanto, o Ministério da Educação deve acrescentar a disciplina sobre educação sexual na grade curricular, além de realizar campanhas informativas sobre métodos contraceptivos por meio de palestras ministradas por médicos e psicólogos, tendo em vista combater o impasse. Cabe também, a instituição familiar desconstruir paradigmas e cultivar o diálogo saudável, a fim de que a temática sobre sexualidade não seja mais um tabu. Por fim, o Governo Federal deve intensificar os investimentos em programas sociais, por intermédio da destinação de mais verbas, visando promover para as camadas mais marginalizadas uma maior igualdade de oportunidades. A partir de tais medidas, é possível controlar o problema.