Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 12/07/2019

O Brasil vem sofrendo uma queda na taxa de natalidade, assim como é uma tendência mundial. O país apresenta, em torno de 1,7 nascimentos por mulher. No entanto, parte desse percentual refere-se à gravidez na adolescência que ocorre entre os 10 a 20 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). A partir dessa conjuntura, elucida-se os problemas sociais decorrentes da gestação precoce que, por sua vez incende em um aumento da evasão escolar, cominada com a baixa escolaridade, como também na criminalidade presente na sociedade brasileira.

Em um processo que começa com a desinformação dos jovens quanto à educação sexual que não são observados em escolas ou, ainda, em casa, culminam em um percentual que, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), à proporção de cada cinco bebês que nascem, um tem a mãe com idade entre 15 e 19 anos de idade. Nesse ínterim, o que só reforça a importância de conscientizar, informar e trazer à tona a necessidade de se combater a gravidez precoce. Ademais, com efeito da gestação na juventude, possivelmente, cominará em evasão escolar das mães, devido à necessidade de criar o filho.

Dados e efeitos, em tese, o filho de mãe adolescente tenderá a ter baixa escolaridade, assim como sua genitora. Sob esse viés, destaca Pierre Bourdieu, em sua teoria “Habitus”, que toda sociedade incorpora os padrões sociais impostos e os reproduzem ao longo das gerações. Em consequência a esse fato social, reflete em índices de criminalidade que, segundo apresentada pelo Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), uma parte da população carcerária brasileira são filhos de mães adolescentes, de modo que mais da metade não chegou a concluir o ensino fundamental. Diante disso, percebe-se o efeito provocado pela gestação na adolescência.

Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas urgentes por parte do poder público em promover políticas públicas para informar as consequências decorrentes da gravidez na adolescência. O Estado, através de secretárias de saúde, conselho tutelar entre outras, necessitam investir em diferentes plataformas de acesso à informação seja em escolas, seja em rede sociais, à medida que atinjam o maior número de pessoas e que tenham acesso a diferentes métodos de prevenção. Por fim, as gestações que venham a acontecer necessitam de todo amparo social do poder público, a fim de que sejam evitados e sirvam de exemplos a outros casos que venham a ocorrer.