Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 15/07/2019

E’ indubitável afirmar que a taxa de fecundidade no Brasil diminuiu. Contudo, há ainda um elevado índice de gravidez na adolescência em evidência no Brasil. Logo, diante dos malefícios inerentes à maternidade precoce, torna-se imprescindível medidas voltadas para as jovens vulneráveis, além disso é preciso falar mais sobre sexo com os adolescentes do país.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), a alta taxa de natalidade entre adolescentes é mais presente, na maioria dos casos, em jovens pobres e com baixa escolaridade. Isso acontece, pois as desigualdades sociais comprometem os Direitos Reprodutivos dos que são vulneráveis, visto que nem sempre conseguem ter acesso à educação, saúde e métodos contraceptivos de qualidade; consequentemente essas mulheres em condições socioeconômicas desfavoráveis são impossibilitadas de ter um planejamento familiar. Diante disso, percebe-se a necessidade de garantir o direito sobre ter ou não um filho, assim como o momento da maternidade, para parcela significativa da população.

Outrossim, ao longo da História, a pratica sexual, sem o intuito de reprodução, foi tratada como prazer mundano, um ato carnal e considerada pecado para religiões de grande influência. Portanto, é possível compreender o fato desse tema ainda ser um tabu para sociedade brasileira. No entanto, a não discussão sobre esse assunto faz com que a gravidez precoce seja cada vez maior, já que os jovens brasileiros estão iniciando cada vez mais cedo a vida sexual, porém nem todos entendem a importância da prevenção e as consequências de ter um filho na adolescência- como exemplo o alto risco de morte materna e comprometimento escolar. Por isso, é preciso falar abertamente com as principais vítimas desse tabu.

Destarte, para que esse cenário em evidência no Brasil seja modificado, mudanças são necessárias. Logo, é dever do Ministério da Saúde, aliado aos postos de saúde regionais, ampliarem a distribuição de métodos contraceptivos para população vulnerável, utilizando de agentes da saúde que passem pelas moradias distribuindo preservativos e anticoncepcionais, além de ampliar o atendimento médio de qualidade para essa população. Além disso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas, quebrar esse tabu, com aulas de educação sexual obrigatória, debates e palestras com a participação dos jovens e dos seus pais, estimulando que esse assunto esteja cada vez mais em pauta. Só assim, o número de gravidez na adolescência irá diminuir.