Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 07/07/2019
É indubitável que o acesso a informação hoje é bem maior que no passado, mas essas informações não impedem que as jovens brasileiras engravidem precocemente. Porque é tão presente no corpo social brasileiro a presença de adolescentes gravidas antes de atingirem a maior idade?
Em primeiro lugar devemos observa a cultura por trás da educação sexual de dos nossos jovens, que ainda hoje é um tabu para pais e mães, que por vezes delegam essa função as professores ou aos médicos, contudo essa não é a melhor forma de educa-los, uma vez que a adolescência e o período crucial para a educação e formulação do caráter além de ser o momento que mais se precisa do apoio dos pais.
Ademais uma pesquisa da ONU revelou que mais de 7 milhões de adolescentes se tornam mães antes dos 20 anos de idade sendo que 2 milhões são menores de 15 anos, isso esta intrinsecamente ligado a questões econômicas de uma nação. Os países da zona do euro por exemplo, tem uma taxa de natalidade na adolescência de 6,4 em cada mil jovens, taxa essa que é cerca de 10 vezes menor que na América latina e caribe, que atingem impressionantes 68,02 em cada mil, segundo dados de pesquisas realizadas em 2012. O Brasil não fica de forra dessas estatísticas atingindo cerca de 70 em cada mil jovens.
Contudo isso não ocorre por falta de acesso a informação como já defendido acima, isso ocorre por falta do acesso a educação de qualidade e do acesso a instrumentos para prevenção de DSTs e da gravides precoce.
Nesse sentido cabe ao Poder Executivo por meio dos seus Ministérios da Educação e da Saúde promover de forma efetiva ferramentas para prevenção da gravides precoce, que é sem dúvida alguma uma questão de saúde pública. Essas ferramentas que juntamente com aulas sobre sexualidade e sexo podem ser disponibilizados na rede pública de ensino para uso consciente e responsável dos mesmo. Possibilitando dessa forma a redução desses dados alarmantes e a vida desses adolescentes.