Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 05/07/2019
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, ratificada em 1948, em seu artigo 3º, diz que toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. No entanto, quando se observa a gravidez na adolescência em evidência no Brasil, em pleno século XXI, indagamos se esse ideal declarado está evidente apenas na teoria e não desejavelmente na prática. Alguns importantes passos já foram dado para reverter esse quadro, entretanto, para que continue com progresso hão se ser discutidas suas verdadeiras causas, dentre elas, a negligência do Estado e a imparcialidade dos responsáveis.
Em uma primeira abordagem, podemos indicar o Estado por negligente, já que a OMS em 2018 mostrou dados em que o Brasil lidera o ranking na América Latica, sendo 68,4 bebes nascidos de mães adolescentes a cada um mil de nascimentos totais. Devemos levar em consideração que o Ministério da Saúde criou, junto com a iniciativa PSF, o PROSAD, que é um programa voltado à saúde do adolescente, mas que funciona no papel e nas cartilhas, mas não no dia a dia da população usuária das Unidades Básicas de Saúde. Michel Foucault é assertivo ao dizer “o novo não está no que é dito, mas no acontecimento de sua volta.”
É indubitável que a imparcialidade dos responsáveis por esses adolescentes em questões tão sérias, tem uma alarmante influência no presente e no futuro desses que são tidos como inconscientes - no dicionário, consciente significa alguém que tem discernimento e compreensão - no que diz respeito a resultados de seus atos. Immanuel Kant fala que “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, então, é óbvio que uma orientação coerente dos responsáveis por esses adolescentes para os mesmos, evitam grandes perdas ou adaptações no decorrer da vida, já que muitas meninas abandonam os estudos por conta da gravidez.
Portanto, com base nos argumentos supracitados, torna-se claro que a falta de medidas interventivas apenas agrava o problema em questão. Então cabe ao Estado junto com o Ministério da Saúde, por em prática programas já existentes que reduzam o grave índice ao qual estamos liderando. Outrossim, a mídia, que é grande influenciadora populacional, se usar para orientar a população sobre métodos contraceptivos. Ademais, as escolas, que são instituições formadoras de valores, devem por meio de palestras orientar a pais, responsáveis e alunos a respeito desse tema, estimulando a educação continuada sobre a gravidez na adolescência. Afinal, como bem disse Nelson Mandela, “a educação é a única arma capaz de mudar o mundo.”