Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/07/2019
A gravidez na adolescência é um dos principais problemas enfrentados pela juventude brasileira. Segundo a Organização Mundial da Saúde, (OMS), cerca de 60% das meninas, entre 10 e 19 anos, deram à luz no ano de 2017 no Brasil. De modo que, a falta de informação e a pobreza são as causas fundantes para essas jovens engravidarem tão prematuramente, sem o mínimo de preparo e estrutura adequada.
Em primeiro lugar, destaca-se a falta de informação como fator determinante para a ocorrência da gravidez precoce. De acordo com o Ministério da Saúde, houve uma queda de 17% em 2018, nos casos em questão em virtude da expansão de programas informativos de saúde, executados em escolas e no âmbito familiar. Ora, fica evidente o papel fundamental das instituições de ensino em parceria com a família para a devida orientação dos adolescentes em relação a educação sexual e ao uso de métodos contraceptivos. Contudo, o conservadorismo imbuído de profunda ignorância do novo governo, vem atravancando programas com esse intuito: prestar informação e orientar jovens acerca da saúde sexual.
Em seguida, ressalta-se como em regiões mais pobres do país a situação é mais crítica. Conforme a Organização Mundial da Saúde, 40% das adolescentes que não tem filhos moram no sudeste e 35% das jovens que possuem pelos menos 1 filho, residem no norte e nordeste do país. Logo, nota-se a desigualdade social como uma das principais causas influenciadoras da gestação precoce, visto que, muitas adolescentes pobres possuem pouca escolaridade e dificuldades de acesso à informação e aos métodos contraceptivos, o que contribui muito para essa realidade.
Portanto, o governo, com o apoio das instituições de ensino e da família, deve investir e incentivar programas de educação sexual, por meio de palestras, grade curricular específica e cartazes, para orientar os adolescentes em relação ao uso de métodos contraceptivos e riscos da gravidez na adolescência e garantir o acesso aos de menor renda. Dessa maneira teremos uma adolescência mais digna no Brasil.