Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 05/07/2019
No Brasil, os altos índices de gravidez na adolescência são preocupantes. Isso se deve ao advento industrial e a modificação social que ele trouxe, fazendo com que ocorra um descaso familiar. Além disso, existe o entrave histórico cultural que coíbe a discussão sobre sexualidade nas escolas, fatores que contribuem para as altas taxas de gravidez. Logo, são necessárias ações governamentais que levem palestras às famílias, juntamente à educação sexual nas escolas, visando a diminuição das taxas de gravidez precoce.
Segundo pesquisas do Instituto de Pesquisa e Estatística Aplicada, IPEA, uma em cada cinco crianças possui mãe com idade entre 10 e 19 anos, o que demonstra quão altas são as taxas de adolescentes que correm riscos de passarem por gestações precoces. Esse indicativo ocorre devido à modificação social por conta da industrialização que trouxe consigo o descaso familiar, acarretando a diminuição de conversas entre pais e filhos sobre sexualidade. Assim, inúmeras meninas buscam informações na internet, fato que não traz nenhuma segurança e muitas vezes estimula o ato sexual cada vez mais cedo.
Ademais, o sexo ainda é pouco debatido no âmbito social. Isso acaba retendo informações que deveriam ser compartilhadas com os adolescentes, que são vítimas da própria desinformação. Isso decorre de que quando existem iniciativas de promover a educação sexual em escolas, os educadores são alvos de sanções sociais e de órgãos administrativos que não respeitam a importância do debate sobre o tema. E sendo o homem fruto da educação, de acordo com o princípio Kantiano, o não investimento em instrução sexual só pode resultar no constante aumento do número de adolescentes grávidas.
Portanto, a gravidez a adolescência ainda é uma problemática a ser debatida no Brasil. Nesse sentido, o Governo deve promover às famílias, palestras em postos de saúde, que abordem o tema “gravidez precoce”, mostrando a importância da participação dos pais na vida dos seus filhos, através de conversas e alertas sobre sexualidade. Além disso, o Ministério da Educação deve estimular o debate sobre educação sexual nas escolas, através de aulas que expliquem a relevância do uso de preservativos, por exemplo. Logo, os altos índices seriam amenizados.