Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 05/07/2019
Precauções necessárias
Na novela: “Malhação” há casos de jovens que engravidaram na adolescência e os motivos para tal questão são, geralmente, a falta de informações advindas tanto da família, que ao invés de dialogar com os jovens sobre o assunto, sentem medo ou vergonha, quanto dos próprios indivíduos envolvidos. Subsequente à essa, no Brasil, os índices de adolescentes grávidas são preocupantes, o que passa uma visão de um país com poucas medidas preventivas relacionadas ao alcance de informações. Quem mais sofre são as famílias de baixa renda que, por conseguinte, acabam não tendo acesso á esses informes.
Consequentemente, com tamanha falta de noções básicas em detrimento de determinada problemática, as meninas que no caso não estão com o corpo totalmente “formado”, podem apresentar sérios problemas durante a gestação, inclusive risco de morte. Entre os fatores biológicos que merecem destaque, há os riscos de prematuridade do bebê e baixo peso, morte pré-natal, anemia, aborto natural, pré-eclâmpsia e eclâmpsia, risco de ruptura do colo do útero e depressão pós-parto. Além dessas consequências, a falta do uso de preservativos pode acarretar a inúmeras doenças sexualmente transmissíveis, como por exemplo, Sífilis, AIDS, Gonorreia, entre outras.
Haja vista, no Brasil tem sessenta e oito bebês nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas de quinze a dezenove anos, diz o relatório da Organização Mundial da Saúde. O índice brasileiro está acima da média latino-americana, estimada em sessenta e cinco. No mundo, a média é de quarenta e seis nascimentos a cada mil. Nas regiões norte e nordeste do brasil ocorreram as maiores percentagens de adolescentes grávidas, e que principalmente são moradoras de periferias e locais de renda mínima e precária.
Cabe, portanto, aos Ministérios da Saúde, criar campanhas de alcance nacional, ou seja, não só a partir de mídias televisivas ou sociais, mas também com profissionais que possam ir até locais que não possuem acesso a tais informações e, Ministério da Educação, junto com as redes de ensino, desenvolver projetos e propor palestras sobre a prevenção da gravidez na adolescência e das “Dst’s” (doenças sexualmente transmissíveis), com decorrência da falta do uso de preservativos. Outrossim, para que medidas como essas possam solucionar o problema, até que venham a ser sanados é preciso que sejam cumpridas as medidas supramencionadas.