Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 05/07/2019
Segundo Émile Durkheim, o indivíduo é condicionado pelo meio em que convive. Analogamente, famílias afetadas pela desigualdade social estão sujeitas a inúmeros problemas, dentre eles, a gravidez na adolescência. Haja vista que os adolescentes vulneráveis não recebem educação sexual suficiente, assim como tão pouco são orientados pela família.
É evidente, nesse sentido, que poucas escolas brasileiras adotam a prática de informar sobre os perigos das relações sexuais sem prevenção. Dessa forma, os jovens se expõem a esses perigos e reconhecem isso como algo naturalizado. Certamente, é inegável que fatores como o citado contribuem para o aumento do índice de gravidez na adolescência, segundo a Organização Mundial da Saúde, no Brasil - entre os anos 2010 e 2015-, a taxa de nascimentos foi de 68,9 a cada mil adolescentes.
Ademais, é relevante considerar que as famílias brasileiras necessitam compreender seu papel como orientadores. Embora haja desigualdades e muitas famílias se encontrem em vulnerabilidade, a orientação dos responsáveis, acerca do assunto em questão, é de suma importância. Todavia, o tema é pouco abordado nos lares brasileiros.
A gravidez na adolescência, portanto, merece a atenção da sociedade. Destarte, é dever do Ministério da Educação introduzir a educação sexual nas escolas, através de palestras e aulas efetivas para jovens de 15 a 19 anos, com o fito de mantê-los informados. Também é dever da família brasileira orientar seus filhos em casa por meio de conversas abertas e esclarecedoras. Deveras, a problemática poderá vir a ser amenizada no país.