Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 08/07/2019

Promulgada pela ONU a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos indivíduos o direito à educação extensiva e sistemática. Nesse ínterim, verifica-se que as instituições escolares  negligenciam orientações inclusivas, como a orientação sexual no processo de escolarização do fundamental e médio. Tal postura governamental reflete, na progressão do índice de gravidez precoce e, também ao entrave histórico cultural que coíbe a discussão da sexualidade na conjuntura vigente.

Nesse contexto, no âmbito jurídico é indubitável que a constituição e sua aplicação esteja entre as causas do problema em questão.Bem como, a escassez de fundamentação política em viabilizar aos sistemas públicos escolares aulas de orientações sexuais, desse modo, tangendo no processo de um crescimento progressivo dos comportamentos juvenil, assim o regresso da sociedade solidifica a partir dessas ações que resulta no maior número de jovens que adquirem conhecimento sobre sexo na prática, se vulnerabilizando a doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez precoce. Contudo, no Canadá, sua  província de Quebec tornou a educação sexual matéria obrigatória para crianças em todas as fases da escola, começando no jardim de infância, seus efeitos são evidente em uma queda absoluta da gravidez e ao aumento de denúncias de abuso infantil. Dessa maneira, nota-se a negligência estatal brasileira em efetuar práticas analogamente a política canadense.

Além do mais, diante a essa dimensão de aspectos vale ressaltar a influência histórica de como é enfrentado e debatido a sexualidade nas esferas sociais.Bem como, o uso do temo designados para assuntos tachados na sociedade o ´´tabu´´, o qual solidifica a era da desinformação, além disso retendo o debate familiar, assim fragilizando o diálogo e a transmissão de valores, ou seja, a não ensinar o filhos que a vida sexual exige responsabilidades e que a falta da mesma gera desafios, bem como a gestação precoce e suas consequências de risco à saúde. Nisso, revela a vulnerabilidade dos jovens à práticas irregulares conjuntura contemporânea.

Portanto, medidas governamentais devem ser reivindicadas de acordo com a carta do Instituto da Criança e Adolescente. Assim cabe ao governo associado ao Ministério da Educação desenvolverem o acesso integrado da educação extensiva, a orientação sexual, mediante a promoção de palestras escolares realizadas por profissionais da saúde com participação da família, instruindo a importância das relações ativas, sendo aplicadas mensalmente na redes públicas. Desse modo, os conhecimentos necessários relacionado ao sexo e suas prevenções  sejam repassados coerentemente aos jovens brasileiros, a fim que o tecido social se desprenda dos ´´tabus´´ para que não vivam em uma realidade das sombras, analogamente a caverna de Platão, e assim o direito Universal possa ser prevalecido.