Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 05/07/2019
Segundo dados do IBGE, de cada 5 bebês nascidos, um tem a mãe entre 15 a 19 anos de idade. Sabido disso, torna-se urgente a necessidade da diminuição das gravidezes na adolescência. Visto que, os impactos socioeconômicos e de saúde são preocupantes na vida não só da grávida, mas também, da criança.
Em primeira análise, é preciso enfatizar a existência do “tabu” pais-sexo-filhos. A falta de diálogo entre tais, a sensualidade exposta na mídia e os hormônios à flor da pele, atrelados à curiosidade, abrem o caminho para a gravidez precoce. Segundo a pesquisa “Durex Global Sex Survey”, no Brasil, os jovens perdem a virgindade aos 13 anos, em média.
Ademais, após o nascimento, é possível observar o prejuízo na vida social da mãe, e até do pai, pois muitos precisam desistir dos estudos. Com isso, cria-se a dificuldade de possuir um emprego. Comprometendo assim, o seu próprio futuro e por conseguinte, o do bebê. Depressão pós-parto e miséria são consequências graves desse ocorrido impensado.
Portanto, visto que haja vida saudável entre mãe e filho, é necessário avaliar as causas e consequências do conteúdo divulgado na mídia, invertendo em propagandas e programas reflexivos que mostrem a realidade da criação e educação de uma criança. Para que, desse modo, entenda-se que além de possíveis doenças emocionais, há outra vida imatura que dependerá dos cuidados de pais responsáveis. Além disso, é necessário que o Governo Federal, aliado ao Ministério da Educação promova palestras com psicólogos e artistas nas escolas de Ensino Médio. Com o intuito de influenciar através da música, cinema e a informação, o quanto muda-se a vida após a gravidez. Também, com a presença dos pais, para que estes aprendam qual a melhor forma para conversar sobre sexo. Prevenindo assim, as consequências da ignorância de um adolescente curioso. Desse modo, com base na 1º lei de Newton, o problema sairá da inércia.