Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 11/07/2019
No que se refere a gravidez na adolescência no Brasil é notável que se tornou uma questão social e de saúde pública que se faz presente na rotina dos brasileiros. Portanto, a gravidez precoce traz consequências psicológicas e socioeconômicas tanto para mãe quanto para o bebê.
Conforme fonte DATASUS, 1 a cada 5 crianças brasileiras é filha de adolescente entre 10 e 19 anos. Contudo devido ao fato da mulher não estar fisicamente e emocionalmente pronta para uma gestação, há maior possibilidade de um parto prematuro ou aborto espontâneo. Além do mais, é possível que ocorra depressão pós parto e problemas afetivos entre mãe e filho. Isso faz com que, muitas vezes, essas crianças sejam colocadas para adoção ou criadas por avós, sem que haja qualquer contato maternal.
No que tange à questão socioeconômica, é muito comum que durante e após gravidez indesejável ocorra a evasão escolar ou abandono do trabalho, pois acreditam que não é possível conciliar as duas coisas. Segundo fonte IPEA, 58% das adolescentes que engravidaram não estudam e nem trabalham. Além do mais, também publicado pelo IPEA, 76% das adolescentes que engravidaram abandonaram a escola.
Diante do exposto, é necessário que o Ministério da educação, juntamente, com professores e psicólogos, deve realizar palestras nas escolas e atuar na criação de programas sociais para orientar alunos a fim de desconstruir preconceitos e informa-los dos riscos da gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis, além de ressaltar a importância dos métodos contraceptivos para assim diminuir a taxa de gravidez na adolescência e minimizar a evasão escolar.