Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 13/07/2019

Na obra “O Cortiço” de Aluísio de Azevedo,uma das histórias retratadas é a de Florinda,uma jovem de 15 anos que engravida na adolescência.Infelizmente a gravidez precoce é uma realidade vivida por centenas de jovens no Brasil.Apesar de existir uma queda no número de adolescente grávidas no Brasil-um decréscimo de mais de 2% na ultima década,de acordo com a Organização Mundial da Saúde-as altas taxas ainda são um problema enfrentado pelo país.Nesse contexto,deve-se analisar o porque da grande quantidade de adolescente grávidas e como esse fato afeta diretamente a vida dessas jovens.

A falta de informação e orientação é a principal causa da gravidez precoce. No Brasil,isso ocorre, pois além do assunto sexo ser um tabu entre as famílias,não existe nas diretrizes educacionais a obrigatoriedade da educação sexual nas escolas.De acordo com uma pesquisa do Datafolha,44% de 2077 entrevistados,são contra a educação sexual e é justamente esse preconceito em tratar sobre sexualidade que freia a chegada de informações aos adolescentes e dessa forma eles ficam sem o amparo para um assunto de extrema importância na vida.

Deve-se abordar,ainda, como uma gravidez na adolescência gera muitas consequências.É valido ressaltar,primeiramente,que no período da adolescência o corpo ainda esta em formação e devido a isso uma jovem não possui estrutura corporal adequada para engravidar podendo assim,a gravidez,leva-la à morte.O que pode ser constado em estudos da ONG Save the Children,que apresentam a gravidez como a principal causa de morte entre as adolescentes no mundo. Além disso,a evasão escolar é outro efeito da gravidez precoce,em que as meninas abandonam a escola para poder trabalhar e cuidar do filho e em muitos casos deixam de ir à escola apenas por vergonha da gravidez.        Torna-se evidente,portanto,que a gravidez precoce é um problema a ser enfrentado no Brasil,fazendo-se necessário um tratamento multidisciplinar.Cabe às secretarias de saúde e educação junto aos governos municipais,educar a sociedade,tanto jovens como adultos,a partir da divulgação de informações sobre o assunto por meio de campanhas publicitárias,palestras,rodas de conversa,além de tornar obrigatório a disciplina de educação sexual nas escolas com o intuito de reduzir as altas taxas de gravidez na adolescência no país.