Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 10/07/2019

É fato que, no Brasil, a mortalidade materna tem se tornado cada vez mais frequente. Isso ocorre devido às altas taxas de gravidez na adolescência, pois apresentam riscos por serem precoce. Ao analisarmos, a desinformação acerca da educação sexual e as condições de vulnerabilidade socioeconômicas é um dos muitos fatores contribuintes para o aumento da mesma.

Segundo Pierre Bourdie, em sua teoria “ Habitus”, Toda sociedade incorpora os padrões sociais imposto e os reproduzem ao longo dos anos, das gerações. Embasado nisso, a pureza sexual, vinda de religiões, é um dos padrões que ainda existem em nossa sociedade causando assim, uma dificuldade maior para os pais, em seus lares, discutirem assuntos relacionados a sexo, pois em muitos dos casos, acham que estão incentivando, mas na verdade, só estariam os educando. A falta de educação sexual, relacionada a preservativos, é um dos maiores fatores que contribuem para que cada vez mais meninas de 10 à 20 anos engravidem pois com a pouca idade, falta informação para, se caso, se tornassem ativos sexualmente.

No que tange à gravidez na adolescência, as condições de vulnerabilidade socioeconômica nos lares de muitos adolescentes acabam influenciando no uso do ato sexual sem preservativo, com a situação financeira debilitada, muitos acham a melhor opção correr esse risco porque vale lembrar que muito das gravidez em famílias com essas características sociais, são indesejados, formando assim, um ciclo passado de mãe para os filhos. Em consequência disso, o Brasil cresce na estágios de desigualdade sociais pois com a falta de escolaridade das mães, por causa da gravidez na adolescência, cresce o número de famílias de condições vulneráveis.

Portanto, para que as taxas de gravidez na adolescência diminua, é preciso que o Ministério da Educação, promova muito mais aulas de educação sexual nas escolas e, também, palestras para os pais e para os adolescente. É de urge importância o Governo do Estado priorizar as mães, grávidas e pais em trabalhos pois assim, diminuir a taxa de desigualdade no Brasil, corroborando, também, para a diminuição de gravidez nas famílias mais vulneráveis.