Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 06/07/2019
Consoante ao poeta Cazuza ‘’Eu vejo o futuro repetir o passado’’, a gravidez na adolescência não é um cenário atual. Desde os tempos coloniais essa vicissitude é uma realidade. Entretanto, antigamente o casamento jovem e a formação de uma família era uma questão cultural, devido os antigos costumes, porém, atualmente a gravidez precoce não é vista com bons olhos devido suas consequências. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligado muitas vezes a falta de informação, causando efeitos negativos na vida destas jovens.
Deve-se pontuar, de início, que a carência de conhecimento está entre as causas da problemática, tendo em vista que acomete com mais frequência adolescentes com baixa escolaridade, pois, muitos não sabem utilizar os métodos contraceptivos de forma correta ou acabam abandonando seu uso por questões pessoais, como objeção do parceiro. Nesse raciocínio, relação sexual deve ser um assunto abordado com mais rigor, principalmente no núcleo familiar e nas escolas.
Cabe salientar, outrossim, que após o resultado positivo, é necessário arcar com as consequências: sociais, pois muitas jovens são obrigadas a abandonar os estudos, logo, a ingressão no mercado de trabalho se torna mais difícil, bem como, psicológicas por não estarem preparadas emocionalmente, e sofrerem rejeição da sociedade e, também físicas devido o corpo não está totalmente pronto para uma gestação, tendo maior chance de parto prematuro e aborto espontâneo, por exemplo.
Em suma, a gravidez indesejada e precoce, é um complexo desafio e precisa ser combatida. Dessarte, as instituições escolares devem buscar conscientizar os jovens sobre os riscos. Isso pode ser feito por meio de palestras, aulas e distribuição de materiais didáticos abordando o assunto, para que ao levar para suas residências, estimulem o diálogo com seus responsáveis sobre o tema, pois, paralelamente é primordial o aconselhamento da família, o primeiro agente socializador do ser humano. Só assim, com base na Primeira Lei de Newton, esse problema sairá da inécia.