Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 13/07/2019

Maternidade na juventude

O Indice de Desenvolvimento Humano (IDH) no Brasil, atualmente, constata um considerável aumento na expectativa de vida se comparado a década de 80. Esse dado analisa a qualidade de vida de um país, mas deixa de fora parâmetros polêmicos que cercam tanto países desenvolvidos quanto subdesenvolvidos, como o aumento do número de mães adolescentes (13 a 17 anos) correlacionado com aspectos econômicos, sociais e culturais.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil apresenta a maior média de grávidas adolescentes, entre 15 a 19 anos, da América Latina, em torno de 68,4%. Esse fato está associado a desinformação acerca da educação sexual visto que, deriva de crenças equivocadas, principalmente religiosas,  de que instruir irá aludir ao ato sexual. Nesse sentido, fatores como aumento da pobreza, falta de educação básica e a retratação do sexo como tabu cultural reforçam essa ideia, como demonstrado em 2014, onde mais de 90.757 adolescentes se tornaram mães no estado de São Paulo.

Outrossim, é que a maternidade distância essas adolescentes da escola e as força a trabalhar o que propicia um aumento da informalidade e afeta, na maior parte das vezes, o psicológico, como divulgado pelo portal G1, casos de depressão e suicídio aumentaram em torno de 42%. De acordo com o filósofo chinês Confúcio, “A cultura está acima da diferença da condição social” logo, é necessário alterar a forma como a sociedade lida com a educação sexual através da aculturação.

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação em parceria com escolas estaduais, municipais e particulares, crie projetos de educação sexual, como uma nova reforma no ensino, na qual, consistirá na admissão do assunto na grade curricular de maneira a integrar a comunidade através da participação de familiares em debates com o intuito de combater o problema, principalmente em regiões mais carentes.