Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 06/07/2019

As ocorrências de gravidez precoce no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas ultimas décadas. De acordo com o relatório da Organização Mundial de Saúde, o país tem os maiores índices de gestação na adolescência se comparados com outros países da América Latina. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste pela valorização do prazer e pela omissão familiar acerca do tema.

Inicialmente, é importante ressaltar que o território brasileiro não conseguiu diminuir os casos de gravidez precoce. Isso acontece, pois as pessoas estão sendo influenciadas pelo pensamento filosófico denominado hedonismo, no qual é defendido a busca pelo prazer sem medida e sem pensar nas consequências.Nesse viés, podemos relacionar essa corrente filosófica com a situação atual dos jovens brasileiros devido a entrada cada vez mais cedo na vida sexual. Consequentemente, esses adolescentes formam núcleos familiares muito cedo, perdendo toda essa fase da vida , e ocasionam-se diversos problemas tanto físicos quanto psicológicos.

Além disso, a omissão familiar sobre esse tema é preponderante para que haja um aumento na sociedade. Isso ocorre porque, ainda no século 21, o assunto sexualidade é tratado como tabu devido a situação, na maioria das vezes, constrangedoras que esses jovens ficam em frente dos seus progenitores ao discutir esse assunto. Com isso, a falta de informação faz com que essa faixa etária procure descobrir as coisas sozinhos, sem nenhuma tipo de orientação. Dessa forma, nota-se a importância de discutir esse tema, a fim de evitar gravidez indesejadas e doenças sexualmente transmissíveis.

Portanto, para que seja minimizado os altos índices de fecundidade na adolescência é necessário que o Ministério da Educação em parceria com as instituições de ensino, promovam a inserção da educação sexual na grade curricular, por meio da contratação de profissionais  adequados para discutir o assunto de forma dinâmica e educativa, a fim de formar jovens mais críticos sobre os riscos das relações sexuais sem orientações.