Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 06/07/2019

De geração em geração

A adolescência, além de ser uma transição da fase de criança para a adulta, é um período de descobertas e desenvolvimentos físico e psicológico. Quando analisada em suas etapas, observa-se um ponto de grande relevância na realidade social brasileira: a gravidez na adolescência. Para a possível compreensão de tal fato, é preciso verificar fatores psicológicos e sociais que influenciam nesta realidade.

Atualmente, o acesso à informação é rápido e fácil, gerando uma falta de controle no conhecimento que chega aos jovens, ocorrendo mudanças sociais na esfera da sexualidade, como a liberação do sexo. Como em meio a tantos dados ainda há gravidez nessa fase? Freud, criador da psicanálise, afirma que na puberdade se operam mudanças visando à maturidade sexual, onde surge o interesse pelo sexo e a grande pulsão sexual, o que, em alguns casos, explica o fato.

Além disso, a grande desigualdade entre as classes sociais influencia para as altas taxas de fertilidade entre adolescentes. Em geral, nas classes populares ocorre com maior frequência, pois em relação ao meio e por referências familiar (mãe com vários filhos) é considerado normal. Outro, há mais casos de estupro, acarretando, ainda, em danos psicológicos profundos. Mas, independentemente do meio, o descuido em relação ao uso de preservativos e métodos contraceptivos é frequente.

Portanto, para que haja uma amenização e diminuição nos índices de fertilidade na adolescência, é preciso que o governo federal, juntamente com a mídias, estimulem campanhas de prevenção à garvidez nessa fase. Ademais, é necessário que as ONGs promovam ações sociais de conscientização em áreas carentes e que as famílias, pilar da formação dos filhos, oriente no que tange à sexualidade. Assim, gradativamente, subiremos degraus a caminho de uma geração menos machucada.