Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 07/07/2019
De acordo com a OMS, a gravidez na adolescência ocorre entre 10 a 20 anos. Em muitos casos, essa circunstância gera sérias complicações para a gestante e para o bebê. A desinformação e a fragilidade da educação sexual, são fortes fatores contribuintes para esse fenômeno, que deve ser encarado como um problema de saúde pública.
É relevante abordar, primeiramente, que a gravidez precoce, geralmente, não é planejada ou desejada. E, essa ocorrência e dá não só pela irresponsabilidade, como também pela falta de informação. Há uma uma carência de instrução sobre prevenção sexual, por meio das instituições educacionais e das famílias, pois ainda existe o tabu de que falar sobre esse assunto encoraja os jovens a serem sexualmente ativos.
Outro fator importante, é que as adolescentes se encontram em uma fase de desenvolvimento humano, sendo assim, do ponto de vista físico-biológico a gestação nesse período é de alto risco. A ginecologista e obstetra, Adriana Lippi, fala sobre a incidência de hipertensão , doença frequente na gravidez, sendo cinco vezes maior nas jovens que também são mais propensas a ter anemia. Com isso, muitas meninas tem esse problema agravado durante a gestação aumentando o risco de bebês prematuros e, as necessidades de cesáreas. Segundo a OMS, o índice brasileiro de casos de gravidez na adolescência, está acima da média latino-americana, estimada em 65,5. No mundo, a média é de 46 nascimentos a cada mil.
Diante dessa problemática, consta-se que buscando a prevenção da gravides precoce, é importante que a Secretaria de saúde, com incentivo do Governo Federal, dissemine informações sobre saúde sexual e reprodutiva do jovem. Tais orientações poderiam ser feitas por meio de campanhas, oficinas e palestras esclarecedoras nas escolas, viabilizando a amenização do preocupante índice brasileiro.