Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 06/07/2019

Com o advento da globalização, ocorreram muitas mudanças, seja no campo político, econômico, social e cultural. Em um mundo cada vez mais integrado pela informação, ainda é evidente que ela não chega para todos, visto que, segundo o Ministério da Educação, em apenas um ano foram registrados 21 mil casos de adolescentes grávidas no Brasil, afetando o campo da educação e da saúde. Dessa maneira, convém analisar as principais consequências dessa problemática no país.

Em princípio, segundo pesquisa realizada pela Organização dos Estados Ibero-americanos e pela Faculdade Latino Americana de Ciências, 18% das jovens brasileiras grávidas abandonam a escola. Assim sendo, o índice alto de evasão escolar afeta de maneira prejudicial a vida das mães adolescentes, visto que, muitas não concluem o ensino e consequentemente encontrarão maior dificuldade para conseguir emprego.    Ademais, dados do Ministério da Saúde mostraram um total de 274 mortes relacionadas com a gravidez em adolescentes em 2004. Dessa forma, a gestação precoce é um problema de saúde pública que causa risco à mãe e ao bebê, uma vez que, muitas jovens tentam esconder a gestação ou interromper a mesma, retardando a procura por assistência médica, podendo apresentar complicações, inclusive risco de morte.

Em suma, essa problemática resulta em impactos significativos na vida da adolescente e do bebê. Nesse sentido, é necessário que as escolas, desde o ensino fundamental, acrescentem na grade curricular o ensino sobre educação sexual, explicando o funcionamento de cada método contraceptivo por meio de palestras e rodas de conversas e divulgando material educativo sobre o assunto. Espera-se, com isso, que as informações necessárias cheguem aos adolescentes para que possam prevenir a gravidez indesejada diminuindo a evasão escolar e as mortes precoces, decorrentes dessa problemática.