Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 07/07/2019
Informação, algo que desde o surgimento das primeiras sociedades foi imprescindível. Atualmente, esse fato não mudou e dessa forma, milhares são propagadas diariamente, seja durante uma conversa pessoalmente ou pelos anúncios na televisão. No entanto, demonstra ser ineficiente no que diz respeito a como preparar os jovens para evitar a gravidez na adolescência. Em virtude desse processo, a taxa de nascimentos a cada mil adolescentes entre 15 e 19 anos nos anos de 2010 e 2015 é de 68,4, quase o triplo dos Estados Unidos, 22,3, de acordo com a OMS, (Organização Mundial da Saúde). Destarte, torna se imprescindível analisar como as Escolas e a Secretaria de Saúde contribuem para o impasse em questão.
Primeiramente, as Escolas, como formadora de muitos dos conhecimentos que o indivíduo vá apresentar no decorrer da vida, ao negligenciar a sua função educadora é a principal responsável pela gravidez nas jovens. É por meio da disciplina de Biologia que o estudante entende como funciona o próprio corpo e compreende também os riscos que uma gestação indesejada na adolescência pode causar, mas quando essas aulas não têm a sua eficiência garantida, inúmeras adolescentes iniciam a vida sexual precocemente com alta possibilidade de engravidar ou adquirir alguma doença sexualmente transmissível.
Ademais, a Secretaria de Saúde também tem a sua parcela de culpa sobre os casos de gravidez na adolescência. É em virtude da incompetência em realizar palestras nas escolas e divulgar campanhas informativas que os casos de gestação indesejada no público juvenil é preocupante, como mostra a SEADE, (Fundação de Sistema Estadual de Análise de Dados), que em 2014 observou das mães em São Paulo, 14,5% com até 19 anos. Todavia, é necessário que esses projetos conscientizadores se perpetuem durante o ano inteiro, não somente em épocas festivas como o Carnaval, porque estimular o caráter crítico dos cidadãos deve ser um objetivo diário.
É imprescindível, portanto, que a gravidez na adolescência precisa ser combatida. Dessarte, para solucionar o impasse, cabe às Escolas, juntamente aos professores de Biologia, promover debates acadêmicos entre os alunos sobre os riscos da gestação na juventude, a fim de que os estudantes se tornem mais conscientes sobre as consequências do sexo sem os métodos contraceptivos. Outrossim, a Secretaria de Saúde, em parceria com Pediatras e Psicólogos devem realizar palestras nas Instituições de Ensino e divulgar campanhas informativas na televisão durante o ano, para o jovem que quer iniciar a sua vida sexual receba o conhecimento necessário. Por conseguinte, as Escolas e a Secretaria de Saúde irão corroborar para um futuro com jovens prudentes e mães na idade apropriada.