Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 12/07/2019
O início da vida sexual de cada indivíduo ocorre de maneira diferente nas diversas culturas do globo, principalmente atribuídas ao contexto histórico de cada sociedade. Nos dias atuais, apesar do grande volume de informações produzidas no mundo cada vez mais globalizado, a desinformação ainda se faz presente. No Brasil, a frágil educação sexual para os adolescentes resulta, muitas vezes, na gravidez indesejada e de certa forma contribui para o ciclo vicioso de pobreza nesse território.
Em primeiro lugar o deficiente alcance da educação sexual nas escolas e comunidades brasileiras pouco difundem a orientação ao uso do preservativo e métodos contraceptivos seja pelo despreparo do profissional orientador ou, até mesmo, crenças equivocadas como o receio de influenciarem a iniciação sexual dos jovens, e quando tal orientação ocorre muito foca-se nas meninas e pouco nos meninos que, em muitos casos, recusam-se ao uso do preservativo como a camisinha ou fazem o uso equivocado da pílula anticoncepcional, no caso das meninas.
Outro aspecto que reflete essa realidade é que a maioria desses adolescentes estão na faixa da população que possuem baixos índices de desenvolvimento social como o precário acesso a saúde, saneamento, moradia e baixos níveis de escolaridade causados pela evasão escolar de jovens que desistem dos estudos para cuidar dos seus bebês, permanecendo nesse patamar social com filhos sujeitos a mesma perspectiva de vida.
Assim, para atenuar os casos de gravidez na adolescência o Governo Federal deve investir na capacitação de profissionais para atuar em projetos de educação sexual nas escolas e comunidades periféricas da sociedade brasileira visando orientar tanto meninos quanto meninas ao uso correto de preservativos e anticoncepcionais e atuar incisivamente em campanhas de conscientização dos possíveis danos causados pela gravidez precoce não planejada, seja pelo risco da gestação ou por problemas sociais vinculados a essa realidade.