Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 08/07/2019
O não planejado não traz resultado
A OMS realizou uma pesquisa na última década, onde constata a taxa de nascimentos a cada mil adolescentes entre 15 e 19 anos, e o Brasil, durante o período de 2010 a 2015, apresentou o alto número de 68,4 nascimentos. A gravidez na adolescência é um grave problema para os garotos e garotas envolvidos nesse processo que ainda está presente, em grande número, na sociedade brasileira e precisa ser combatido.
As regiões mais pobres e menos desenvolvidas de uma cidade apresentam, geralmente, a maior concentração de gravidezes na adolescência. Esse cenário ocorre devido à falta: de informações sobre o uso de preservativos, de planejamento familiar e da educação sexual a nível familiar, escolar e médico. Esse último pode até ser alegado como embaraçoso, porém lhe garante ter mais conhecimento acerca dessa relação. A situação presente nesses locais propicia a existência dos índices apontados pela OMS.
Sob esse viés, a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne, declara que os adolescentes envolvidos em uma gravidez, tendem a desenvolver problemas, tanto para seu desenvolvimento psicossocial quanto para sua saúde. Uma gestação prematura exige também uma maturidade precoce, logo, esses meninos e meninas saem da escola e vão trabalhar mais cedo, se unem em relacionamentos forçados, onde serão infelizes e correm o risco de, principalmente as futuras mães, adquirirem complicações a sua saúde.
Em vista desse cenário, as prefeituras municipais e suas secretarias devem, portanto, veicular nos setores de comunicação campanhas de conscientização acerca dos males que uma gravidez não planejada, principalmente na adolescência, pode acarretar; e institutos de ensino devem providenciar aulas sobre relações sexuais. Assim, é possível fazer que adolescentes se previnam desse tipo de experiência.