Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 07/07/2019

Falta de informação. Abalos familiar. Problemas psicológicos. Abusos sexuais. Não se pode negar os inúmeros aspectos negativos desencadeados por uma forma de violência cada vez mais crescente na sociedade contemporânea: gravidez na adolescência. Diante dessa realidade, o Brasil é país que tem mais adolescentes grávidas do que vizinhos como Paraguai e Colômbia, que possuem índice de desenvolvimento humano menor. Todavia, entender as raízes do problema é fundamental para que tal ação alcance a sua total eficácia.

É preciso considerar, antes de tudo, que a falta de informação sobre o risco da gravidez precoce é o principal fator de meninas mortas. Sob essa perspectiva, os fatores biológicos que merecem destaque, podemos citar os riscos de prematuridade do bebê e baixo peso, morte pré-natal, anemia, aborto natural, pré-eclâmpsia e eclâmpsia, risco de ruptura do colo do útero e depressão pós-parto. Dados do Ministério da Saúde mostraram um total de 274 mortes relacionadas com a gravidez em adolescentes em 2004.

Ademais, é válido ressaltar, ainda, as consequências da falta de conscientização sexual. A falta de educação sexual culmina em inúmeros fatores, dentre eles: gravidez precoce e aumento das estatísticas de pessoas infectadas por alguma DST. Em contraponto, há campanhas midiáticas e programas do governo que incentivam o uso e até disponibilizam preservativos, mas os jovens não temem tais doenças. Como o assunto é tabu social, por mais que o conhecimento chegue, de certa forma, às pessoas, o diálogo é restrito, quando existe, não possibilitando a construção e a internalização do conhecimento sobre o assunto.

Portanto, para que as gerações futuras tenham mais responsabilidade sexual, é impreterível que haja o diálogo entre pais e filhos sobre o tema, tocando em todas as nuances possíveis.A escola, por sua vez, deveria abrir espaço para o diálogo, tratar o assunto como tema transversal e fazer campanhas constantes de conscientização dos alunos.Por fim, o governo deveria tratar essa questão como caso de saúde pública.