Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 09/07/2019
Na trama, Preciosa - Uma história de esperança, são retratadas as inúmeras adversidades enfrentadas por uma jovem de dezesseis anos, que além de não saber ler, está grávida pela segunda vez. Infelizmente, tal situação não se difere da realidade do Brasil, destarte, a problemática ainda precisa ser valorizada na saúde pública e na escola.
Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde, a cada mil adolescentes brasileiras entre 15 e 19 anos, 68,4 ficaram grávidas e tiveram seus bebês. A gestação na adolescência pode ter um efeito negativo psíquico, social e na vitalidade das meninas, pois causa riscos à saúde da mãe e do bebê, causando um impacto socioeconômico, haja vista que muitas abandonam os estudos e apresentam maior dificuldade para entrar no mercado de trabalho.
Segundo o site Nova Escola, menos de 20% das escolas públicas brasileiras têm educação sexual, ampla e contínua no Ensino Fundamental.
Embora as escolas reconheçam a importância de prevenir a gravidez na adolescência, muitas vezes são prejudicadas pela crença equivocada de que informar os jovens sobre contracepção pode encorajá-los a se tornar sexualmente ativos.
O fato é que, com ou sem educação sexual, ao chegarem ao último ano do Ensino Médio, quase 50% dos garotos e garotas já se tornaram ativos sexualmente e precisam de informações mais precisas e atualizadas, além de mais acesso aos contraceptivos. Ademais, os adolescentes não estão adequadamente informados sobre prevenção.
Em virtude dos aspectos supracitados, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde, capacitar profissionais para dar palestras sobre o tema citado, abordando os riscos e as formas de prevenção, assim como, cartilhas explicativas para toda a comunidade, instruindo dessa modo, as famílias para que possam dar as orientações corretas aos seus filhos. Dessa forma a gestação na adolescência ficará apenas na ficção.