Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 07/07/2019
No contexto social vigente, apesar dos avanços sociais, a gravidez na adolescência tem sido um problema que permeia várias famílias. Segundo dados do Ministério da saúde, em 2015 cerca de 574 mil crianças nasceram de mães com idade entre 10 e 19 anos. Revela-se portanto, a existência de gestantes muito jovens que encontraram-se nessa condição por diversos motivos, como falta de educação sexual, não acompanhamento dos pais ou violência.
Em primeira análise é importante ressaltar, que a maioria dos casos de gravidez na adolescência ocorrem por causa da falta de orientação, devido a questão sexual ainda ser considerada um ´´tabu`` pela sociedade. Com isso, grande parte dos jovens no ápice de seus picos hormonais acabam tendo relações sexuais desprotegidas,o que acarreta não só em uma gestação indesejada, mas também na contração de doenças sexualmente transmissíveis.
Concomitantemente a isso, a violência sexual também surge com um fator determinante para casos de gravidez prematura, tendo em vista que muitas adolescentes e até mesmo crianças, sofrem de abusos sexuais diariamente. Com tanto, fica explícito uma situação que vai muito além das vontades da jovem, mas sim que desfruta de sua inocência ou desinformação sobre o assunto, aproveitando-se ainda do fato de que até hoje muitas meninas são silenciadas por terem medo do agressor ou vergonha do acontecimento.
Diante dessas constatações, evidencia-se que esse entrave atinge fortemente a vida de muitas adolescentes, dificultando a atuação delas em vários âmbitos, como o educacional e profissional, por exemplo. Portanto, cabe aos Ministérios da Saúde e Educação, promovem campanhas educativas sobre a questão sexual, seus métodos contraceptivos e preventivos de doenças, além de estimular as jovens a denunciarem os casos de violência, para que assim esse problema seja gradativamente solucionado.