Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 07/07/2019
Na Idade Antiga, as mulheres desde cedo, ainda crianças, eram ensinadas à dedicar sua vida a reprodução e e ao trabalho doméstico, devido aos valores patriarcais da sociedade. Entretanto, após diversas mudanças socioculturais, como direitos femininos e a expansão do capitalismo, ainda há um elevado índice de gravidez na adolescência, a qual os jovens acabam por ter seu futuro comprometido, devido à responsabilidade de cuidar dos filhos. À vista disso, infere-se que tal problemática é inerente à falta de comunicação entre jovens e pais e à falta de instrução sobre sexualidade nas escolas.
A priori, conforme explicitado no filme “A Lagoa Azul”, dois jovens isolados em uma ilha, devido à ações hormonais e a curiosidade acabam por ter um filho precocemente e passam diversas dificuldades, por não possuírem nenhuma experiência em cuidar de uma criança. Dessa forma, a efemeridade nas relações hodiernas de pais e filhos levam os adolescentes, de forma análoga ao filme a engravidarem de forma prematura, em razão da falta de conhecimento e experiência sobre o processo de puberdade e as consequências de relações sexuais sem proteção. Por consequência, o despreparo dos jovens para lidar com tais consequências, acabam por comprometer o futuro deles, os quais muitos abandonam os estudos para poder sustentar a nova família.
Outrossim, consoante o psiquiatra Augusto Cury, o sistema educacional brasileiro leva o indivíduo a ser um repetidor de informação e não um agente construtor de conhecimento. Assim, as pessoas são ensinadas de forma padrão somente com o intuito de obter conhecimento para uma vida profissional, em detrimento do conhecimento interpessoal. Dessa maneira, a falta de instrução nas escolas sobre sexualidade e as mudanças durante a adolescência para os jovens levam eles a uma desinformação sobre essa temática, a qual muitas vezes recorrem a perguntar a outros adolescentes que não possuem conhecimento sobre o assunto e acabam por realizarem atos de forma imprudente, como a falta de proteção em relações sexuais.
Portanto, para um melhor desenvolvimento social entre pais e filhos e uma sociedade informada, são necessárias mudanças estruturais. Com isso, cabe ao Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Família, por meio de programas sociais, a criação de projetos de acompanhamento em unidades básicas de saúde, os quais com o auxílio de psicólogos visem mediar e facilitar o diálogo entre pais e filhos e explicitem as mudanças que ocorridas na puberdade para os jovens, a fim de que haja uma geração cônscia. Ademais, assiste ao Ministério da Educação, por intermédio de diretrizes educacionais, a criação de palestras nas escolas, com profissionais da saúde que informem aos jovens a importância da proteção nas relações sexuais, para obter jovens conscientes e responsáveis.