Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 11/07/2019

No livro “Presentes da Vida”, de Emily Giffin, a jovem Darcy tem de enfrentar uma gravidez numa fase nem um pouco fácil de sua vida. Não só na ficção, mas também no Brasil, essa é uma realidade presente na vida de muitas jovens, e devido a consequências na vida social, nos estudos e até na saúde, é que o problema da gravidez na adolescência merece uma discussão.

Em primeiro lugar, é preciso destacar que, de acordo com o artigo 227 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito à liberdade e à convivência familiar e comunitária […]”. Portanto, cabe aos mesmos a responsabilidade de instruir os adolescentes quanto aos riscos e prevenção de uma possível gravidez, no entanto, o assunto ainda é um tabu,  e pouco se fala sobre sexualidade em casa e nas escolas, o que gera mais casos de gravidez precoce. Se essa instrução acontecesse, provavelmente não haveria só no estado de São Paulo mais de 90 mil mulheres de até 19 anos se tornando mães no ano de 2014, sem contar que a taxa de nascimentos a cada mil adolescentes no Brasil é superior à taxa mundial (dados divulgados pelo site Acidadeon).

Em segundo lugar, é mister entender as consequências de uma gravidez precoce. Segundo o site “Tua Saúde”, elas podem ser dividas em 4 - físicas, psicológicas, socioeconômicas e para o bebê, tendo como exemplo para tais: anemia, depressão, abandono dos estudos e prematuridade, respectivamente. Isso, porque muitas meninas acabam não tendo um acompanhamento médico adequado, o apoio necessário da família e tantas outras questões que atrapalham a vida de uma jovem. Nas palavras de Benjamin Franklin: “Viver é enfrentar um problema atrás do outro. O modo como você o encara é que faz a diferença”. É por esse motivo que as adolescentes precisam tanto de um apoio para passar por essa fase, caso contrário, os problemas só tendem a aumentar e a se alastrarem para a vida de terceiros - como para o bebê. No caso de Darcy, com certeza ela não teria evoluído tanto se não fossem as ajudas de seu amigo Ethan e de suas amigas que eram mães, as quais passaram-lhe suas experiências.

Urge, portanto, que cada secretaria de educação promova para os professores uma formação sobre  como falar de prevenção da gravidez na adolescência, e que incentive as escolas em reuniões semestrais a intensificarem suas ações orientadoras voltadas para os alunos, a fim de reduzir os casos de gravidez entre adolescentes. Por fim, deve haver palestras anuais para os pais para sugerirem melhores atitudes com as jovens gestantes, para que assim, tal problemática possa ser amenizada.