Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 13/07/2019

O filme americano “Juno” retrata os desafios enfrentados durante a gravidez de uma adolescente de 16 anos. De modo igual, fora da ficção, essa questão persiste no Brasil em virtude da resistência à educação sexual aliada às desigualdades socioeconômicas. Assim, medidas são necessárias para reversão do cenário.

De início, percebe-se o preconceito existente relacionado à educação sexual no âmbito familiar e escolar que fortalece o tabu sobre a questão. Embora, segundo dados do Ministério da Saúde, de 2004 a 2015, a educação sexual tenha contribuído para diminuir a gravidez na adolescência em 17%, esse assunto não é obrigatório nas escolas. Dessa forma, a falta de acesso às informações direcionadas a cada idade e a desnaturalização da sexualidade contribuem para a gravidez precoce.

Paralelo a isso, as desigualdades presentes no país agravam a questão. Nesse sentido, com base na UNFPA, organização da ONU, adolescentes pobres e com menor escolaridade possuem maior risco de engravidarem. Dessa maneira, a falta de acesso aos métodos contraceptivos juntamente com a desinformação favorecem a maternidade antecipada. Por consequência, a questão afetiva entre mãe e filho pode ser prejudicada e a utilização de métodos ilegais de interrupção da gestação contribuem para o risco de mortalidade.

Fica evidente, portanto, que a gravidez na adolescência deve se prevenida no Brasil. Dessa forma, compete ao Legislativo a criação de uma lei que insira a educação sexual nas escolas, com profissionais qualificados para tratar de maneira didática as informações, a fim de gerar esclarecimentos sobre os riscos da maternidade precoce e de outras situações indesejáveis. Além disso, ao Ministério da Saúde compete o abastecimento de métodos contraceptivos a todos de modo que os adolescentes possam retirá-los sem acompanhado para que tenham seus direitos assegurados. Quem sabe, assim, a situação diminua no país.